- O PL lançará campanha nas redes para contestar a ideia da jornada 6×1, visando o público feminino, um dos focos de Flávio Bolsonaro.
- A primeira peça, voltada às mulheres, alerta que reduzir a jornada pode gerar desemprego ou queda salarial.
- Nesta quarta-feira, 22, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou a PEC que prevê o fim da escala 6×1; o texto seguirá para comissão especial.
- O PL sugere remuneração por hora e flexibilização da jornada diária, com compensação para empresas que adotem a redução sem reduzir salários.
- A legenda ainda defende regra de transição para a passagem de quarenta e quatro para quarenta horas semanais e desonerações para evitar desemprego.
A campanha do Partido Liberal (PL) deve ganhar as redes nos próximos dias, com a discussão sobre o fim da jornada 6×1, proposta ligada ao governo e que figura entre as apostas do atual ciclo eleitoral para a reeleição do presidente Lula. Inicialmente, a peça mira o público feminino, um segmento considerado estratégico pelo pré-candidato Flávio Bolsonaro.
Segundo o PL, a iniciativa busca esclarecer aspectos da proposta e alertar sobre impactos da redução da jornada de trabalho. Em tom cauteloso, o material destaca riscos de desemprego e de queda salarial para trabalhadoras, conforme o conteúdo interior apresentado ao público.
O material, obtido pelo SBT News, aponta que a primeira peça é direcionada a mulheres. A narrativa ressalta que para muitas trabalhadoras a rotina envolve mais que horários, incluindo dignidade e autonomia.
Contexto da PEC e próximos passos
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (22), a PEC que prevê o fim da jornada de seis dias para um dia de descanso. O texto segue para análise em comissão especial, ampliando o debate público sobre o tema.
O PL afirma que pode apresentar propostas para acompanhar o texto. Entre as ideias está vincular remuneração à hora trabalhada e flexibilizar a definição de jornada diária, sem fixar 44 horas semanais.
Além disso, a legenda defende compensações para empresas que aderirem à redução da jornada sem reduzir salários, como mecanismo para evitar desemprego. O tema também é acompanhado por uma regra de transição.
Outro eixo defendido pelo PL envolve eventual desoneração de custos para facilitar a implementação da mudança de 44 para 40 horas semanais, sem prejuízo aos trabalhadores.
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