- PT defende que o Banco Central opere em harmonia com o governo, alinhando a autonomia da instituição ao Executivo e citando sintonia com o presidente Donald Trump para controlar o Fed.
- O pleito faz parte do Documento de programa para o 8.º Congresso do PT, um texto de sessenta e uma páginas com linguagem acadêmica.
- O documento critica o neoliberalismo globalizado e aponta formas de exploração do trabalhador, como endividamento e trabalho em plataformas.
- Propõe reformas estruturais e crítica a uma política de superávits rígida, defendendo maior espaço de investimento estatal e revisões no arcabouço fiscal.
- Sugere juros abaixo de dez por cento e revisa a meta de inflação, questionando a atual estratégia de metas e destacando impactos sobre a política monetária.
O PT defende que o Banco Central (BC) atue em harmonia com o governo, defendendo coordenação da política de juros. A proposta aparece no Documento de programa para o 8.º Congresso, que o partido deve aprovar neste fim de semana. O texto visa orientar a atuação do partido e suas políticas públicas.
O documento critica o neoliberalismo globalizado e aponta “novas formas de exploração do trabalhador”, como endividamento e a expansão do trabalho em plataformas digitais. A ideia é promover um *socialismo internacionalista*, sem detalhar amplamente o que isso significaria na prática.
Autonomia do BC e políticas macroeconômicas
Entre os temas está a defesa de reduzir a rigidez da política de superávits, sob o argumento de ampliar o investimento estatal. O texto questiona a atual rigidez fiscal e cita críticas ao arcabouço fiscal em vigor, associado a mudanças promovidas pelo governo anterior.
O documento propõe que o mandato da direção do BC seja alinhado ao do presidente da República para assegurar coordenação da política de juros, o que poderia reduzir a autonomia da instituição. A ideia é evitar dissociação entre política monetária e fiscal.
Metas de inflação e juros
O texto sugere que as metas de inflação atuais estavam abaixo do ideal, defendendo que a meta de 3% ao ano seja revista para permitir juros menores. O documento também discute a relação entre metas, juros e crescimento, sem detalhar um cenário específico.
Ao longo do texto, o PT reitera críticas à rigidez de políticas de ajuste e à dependência de endividamento como mecanismo de promoção econômica, apontando impactos sobre trabalhadores e sobre a distribuição de renda.
Entre na conversa da comunidade