- A administração Trump moveu para reclassificar a maconha do regime I para o III, sob a Lei de Substâncias Controladas, anunciando a medida o procurador-geral interino Todd Blanche.
- A justificativa é permitir pesquisas mais rigorosas sobre segurança e eficácia, ampliar o acesso a tratamentos e facilitar decisões médicas dos profissionais de saúde, conforme publicação no X.
- A ação ocorre dias depois de Trump assinar ordem executiva para acelerar a revisão de drogas psicodélicas, com críticas à demora na reclassificação da maconha.
- A mudança não legaliza a droga nem altera imediatamente penas ou restrições bancárias; também não autoriza automaticamente o transporte interestadual sem autorização e a maconha é legalizada de alguma forma em quarenta estados dos EUA.
- A classificação pela Agência de Repressão às Drogas (DEA) leva em conta uso médico, potencial de abuso e segurança; pesquisas públicas indicam apoio à flexibilização, com variações conforme o espectro político.
O governo de Donald Trump moveu-se para reclassificar a marijuana de schedule I para schedule III sob a Lei de Substâncias Controladas. A ação foi anunciada pela equipe do procurador-geral interino, Todd Blanche, nesta quinta-feira, após Trump ter assinado uma ordem executiva há mais de quatro meses mandando o AG avançar com o processo.
A mudança visa permitir pesquisas mais rigorosas sobre a segurança e eficácia da maconha, ampliar o acesso de pacientes a tratamentos e permitir que médicos tomem decisões de saúde com mais informações. A classificação anterior colocava a substância ao lado de drogas como heroína, LSD e MDMA.
A decisão ocorre pouco após Trump ter assinado outra ordem para acelerar a revisão de substâncias psicodélicas, incluindo ibogaína, que também está associada a riscos de uso abusivo. A expectativa é de que a reclassificação facilite estudos médicos e possíveis mudanças regulatórias futuras.
Entretanto, a reclassificação não legaliza a maconha nem altera imediatamente sentenças de pessoas presas por posse. Também não elimina restrições sobre uso comercial e financeiro, mantendo limitações de financiamento e transferência entre estados.
A mudança depende da avaliação da DEA, que baseia o posicionamento na utilidade médica, no potencial de abuso e na segurança. Em estados com leis permissivas, o mercado já gerou volumes significativos, influenciando preços no varejo e no atacado.
Pesquisas de opinião indicam apoio à flexibilização, com 53% dos adultos favoráveis à legalização segundo recente levantamento, enquanto apoiadores destacam o potencial terapêutico. Ainda há resistência entre críticas que observam riscos de uso prolongado.
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