- Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD, acusa o presidente Lula de usar as pessoas mais pobres em “política rasteira” com o Desenrola Brasil, comparando o benefício a Novalgina para fratura exposta.
- Ele diz ter receio de uma candidatura que começa muito alta sem debater e ser conhecida pelo eleitorado, destacando que cerca de metade da população ainda o desconhece, apesar de ter aprovação elevada em Goiás.
- Caiado anunciou Roberto Brant como coordenador de seu plano de governo e defendeu mudanças no STF, anistia geral a condenados pelo 8 de janeiro e retorno do presidencialismo com reformas.
- O ex-governador de Goiás afirmou que alianças são difíceis de construir antes das convenções e discutiu temas como fim da escala 6×1, hora trabalhada e redução das emendas parlamentares.
- Sobre política externa e polarização, disse que, se fosse presidente, procuraria diálogo com os EUA e evitaria bravatas, mantendo foco em governar e entregar mudanças para o Brasil.
Ronaldo Caiado, médico, produtor rural e político de longa data, anunciou nesta semana sua candidatura presidencial pelo PSD. Em entrevista ao Estadão/Broadcast, o ex-governador de Goiás criticou o governo Lula e o programa Desenrola Brasil, afirmando que a política usa os mais pobres de forma questionável.
Ele voltou a afirmar que possui receio de uma candidatura que começa com ampla vantagem nas pesquisas, destacando a importância do debate para que eleitores conheçam melhor o candidato. Caiado ressaltou que a avaliação do eleitor é essencial para o eventual governo.
O ex-governador também confirmou Roberto Brant como coordenador de seu plano de governo. Em relação ao cenário nacional, Caiado disse que há excesso de atuação do STF e defendeu mudanças no presidencialismo e na forma de haver emendas, defendendo maior controle sobre o orçamento.
Perguntado sobre alianças, Caiado abriu espaço para conversas com diferentes partidos, ressaltando dificuldade de formar coligações antes da convenção. Ele citou Kassab como vice ideal para articular e manter a base de apoio, sem confirmar composição final.
Sobre temas econômicos, o senador defendeu a ideia de “hora trabalhada” para a remuneração de parlamentares, sinalizando abertura para mudanças no modelo atual. Também criticou o Desenrola Brasil, afirmando que a política de endividamento não resolve a raiz dos problemas.
No âmbito externo, Caiado comentou a prisão de um policial brasileiro nos Estados Unidos e afirmou que, se presidente, manteria diálogo com autoridades americanas, exigindo tratamento imparcial. O candidato disse que não iria declarar guerra a outros países.
A candidatura de Caiado surgiu após mais de 30 anos desde sua derrota em 1989, com a expectativa de ampliar a base de apoio entre ruralistas, evangélicos e católicos. Ele ressaltou que a maior fraqueza atual é o desconhecimento entre parte da população.
Questionado sobre a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, Caiado afirmou que a medida seria necessária para romper com o ciclo de atraso político, desde que aprovada pelo Congresso. Também citou a necessidade de reformas institucionais no STF.
A cada etapa, Caiado destacou a importância de ações concretas e entregas à população, enfatizando que a campanha deve avançar por meio de debates e da apresentação de um plano de governo sólido, e não apenas por mensagens de efeito.
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