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Delatora aponta propina de Geddel para facilitar fuga de presos na Bahia

Delatora aponta propina de R$ 2 milhões para facilitar fuga de 16 presos em Eunápolis; Geddel Vieira Lima nega envolvimento e diz ter o nome usado indevidamente

Geddel Vieira Lima (MDB) foi ministro dos governos Lula e Michel Temer
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  • Delatora na Operação Duas Rosas afirma que facção pagaria R$ 2 milhões pela fuga de 16 presos do Primeiro Comando de Eunápolis, com suposto repasse a Geddel Vieira Lima.
  • Joneuma Silva Neres, ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, disse ter agido para facilitar a fuga e que a propina seria iniciada por Uldurico Júnior, que indicou a divisão entre ele e Geddel.
  • O ex-ministro Geddel Vieira Lima negou conhecer a delatora, disse não ter relação com o caso e classificou as acusações como uso indevido de seu nome por criminosos.
  • As investigações são conduzidas pelo Ministério Público da Bahia; Uldurico Júnior e Joneuma foram envolvidos em desdobramentos, com a prisão de Joneuma ocorrida em janeiro de 2025.

A delação de uma investigada na Operação Duas Rosas aponta o ex-ministro Geddel Vieira Lima como potencial beneficiário de propina em organização ligada a uma facção criminosa na Bahia. Ela afirma ter facilitado a fuga de 16 traficantes do Conjunto Penal de Eunápolis, ligado ao Primeiro Comando de Eunápolis, que tem vínculos com o Comando Vermelho.

A delatora, Joneuma Silva Neres, era diretora do presídio até dezembro de 2024. Ela foi indicada para o cargo pelo ex-deputado Uldurico Júnior, preso recentemente. Em depoimento divulgado pela Bahia Notícias, ela detalha o suposto pagamento de propina pela evasão.

Segundo a reportagem, a facção pagaria cerca de 2 milhões de reais pela fuga, com parte destinada a Uldurico e outra parte a Geddel, citado pela dupla como o chefe do esquema. Geddel nega qualquer relação com a trama e afirma que seu nome foi usado indevidamente.

Reações e desdobramentos

Geddel Vieira Lima afirmou à Folha que não conhece Joneuma e repudiou as acusações, alegando que não há relação com a fuga. A defesa de Uldurico afirmou que as acusações são infundadas e serão contestadas, caracterizando-as como perseguição política.

A Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia informou que José Castro comanda a pasta, e que o MDB, partido de Geddel, tem histórico de atuação na gestão pública baiana. Uldurico Júnior deixou o MDB na atual janela partidária, após tentativas de reeleição e disputa municipal sem sucesso.

As investigações, conduzidas pelo Ministério Público da Bahia, apontam que a diretora teve participação na fuga de 16 detentos. Ednaldo Pereira de Souza, o Dada, líder do PCE, também aparece entre os investigados, com ações ligadas ao Rio de Janeiro e ao Comando Vermelho.

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