- Gilmar Mendes afirma que o inquérito das fake news continua necessário e deve ser mantido pelo STF, pelo menos até as eleições.
- Ele disse que o tribunal tem sido vilipendiado e que é preciso que haja respostas.
- Mendes criticou o relator da CPI do crime organizado, Alessandro Vieira, por atacar a Corte e pedir o indiciamento de ministros.
- Vieira pediu o indiciamento de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e do procurador-geral Paulo Gonet; o parecer não foi aprovado e Mendes acionou a PGR por abuso de autoridade.
- Mendes pediu que Moraes inclua Romeu Zema no inquérito das fake news após Zema publicar vídeos com fantoches; Zema recebeu apoio de Flávio Bolsonaro.
O ministro Gilmar Mendes, do STF, afirmou em entrevista ao Jornal da Globo que o inquérito das fake news continua necessário e deve ser mantido pelo menos até as eleições de outubro. Ele afirmou que o tribunal tem sido vilipendiado e que é preciso que haja respostas claras.
Mendes lembrou o contexto do inquérito, instaurado em março de 2019 pelo então presidente Dias Toffoli, sem sorteio de relatoria e com Moraes como relator. As investigações, sigilosas, justificaram ataques à Corte durante o governo de Jair Bolsonaro.
Ainda no assunto, o ministro criticou o relator da CPI do crime organizado, Alessandro Vieira, por indiciar pessoas ligadas à Corte sem responsabilizar quem cometeu crimes. Mendes disse que é preciso que haja respostas e apontou que o episódio é prejudicial à imagem do STF.
Embate com Zema
No início desta semana, Mendes pediu que Moraes inclua o ex-governador de Minas, Romeu Zema, pré-candidato pelo Novo, no inquérito das fake news. Zema divulgou um vídeo em que Mendes e Toffoli aparecem como fantoches, o que motivou a solicitação.
Zema tem usado as redes para críticas ao STF, chamando os ministros de intocáveis. Em resposta, ele publicou mais de dez vídeos com críticas ao tribunal e tem contado com apoio de outros políticos de direita, incluindo Flávio Bolsonaro, também pré-candidato.
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