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Justiça decide sobre soltura de Hytalo Santos com base na Lei Felca

Justiça analisa pedido de soltura de Hytalo Santos com base na Lei Felca, sem decidir mérito da condenação neste momento

Justiça analisa pedido de soltura de Hytalo Santos com base na Lei Felca
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  • O Tribunal de Justiça da Paraíba analisou um pedido liminar da defesa de Hytalo Santos e de Israel Vicente para revogar a prisão preventiva, com base na Lei Felca (Lei que envolve a ECA Digital).
  • A defesa sustenta que a Lei Felca altera o entendimento sobre o crime pelo qual foram condenados, o que poderia afastar as condutas atribuídas ao casal de crime.
  • O desembargador João Benedito entendeu que não cabe analisar o mérito da condenação em sede liminar; o habeas corpus segue para avaliação colegiada.
  • O Ministério Público da Paraíba deve se manifestar em quarenta e oito horas.
  • O caso tramita paralelo a outra ação para anulação da condenação, e o casal permanece preso desde agosto do ano passado; há também investigações de tráfico de pessoas e exploração sexual.

A Justiça da Paraíba analisou o pedido de soltura de Hytalo Santos e Israel Vicente, influenciadores, com base na Lei Felca, também chamada de ECA Digital. A defesa ajuizou o pedido após condenação e mudanças legislativas que alegam alterar o entendimento sobre o crime.

A solicitação foi apresentada pela defesa do casal e busca a revogação da prisão preventiva. O desembargador João Benedito assinou a decisão, que determina não julgar o mérito da condenação neste momento.

A defesa argumenta que a Lei Felca estabelece critérios mais objetivos para caracterizar conteúdo pornográfico. Segundo os advogados, as condutas atribuídas perderiam o caráter criminoso sob o novo marco legal.

Trechos da petição apontam que a caracterização depende de finalidade e contexto, incluindo produção e divulgação. Os advogados argumentam que o material é inserido em contexto artístico e cultural.

O magistrado afirmou que antecipar análise de mérito em liminar não é adequado. A discussão envolve a condenação, que será apreciada nas instâncias competentes. O Ministério Público terá 48 horas para se manifestar.

Após isso, o habeas corpus deverá ser analisado em sessão colegiada, conforme decisão. O pedido corre junto a outro processo em andamento, com tramitações paralelas.

Hytalo Santos e Israel Vicente estão presos desde agosto do ano passado, sob prisão preventiva. Além disso, eles respondem a investigações consideradas independentes, como tráfico de pessoas e exploração sexual.

O caso segue em andamento e deverá passar por novas análises judiciais, com etapas que incluem a manifestação do MP e eventual apreciação do habeas corpus em colegiado.

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