- Polícia militar Yasmin Ferreira foi suspensa de função por decisão judicial após o tiroteio que matou Thawanna Salmázio, em 3 de abril.
- A medida veta portar arma, manter contato com testemunhas e parentes da vítima, não deixar a comarca sem autorização judicial e a obriga a ficar em casa das 22h às 5h.
- A decisão, do magistrado Antônio Carlos Ponte de Souza, aponta materialidade e indícios de autoria, indicando uso excessivo da força.
- O caso aconteceu em Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo; a vítima foi levada ao Hospital Tiradentes, mas não resistiu.
- SSP e Ministério Público confirmam as informações; DHPP e IPM apuram o caso, com acompanhamento das corregedorias; Ouvidoria da Polícia também pediu apuração.
A policial militar Yasmin Ferreira foi suspensa de suas funções por decisão judicial. Ela atirou e matou Thawanna Salmázio em 3 de abril, no bairro Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo. A atuação ocorreu durante abordagem a um casal, após um incidente na via pública.
A suspensão impede a policial de portar arma de fogo, manter contato com testemunhas e parentes da vítima, nem deixar a comarca sem autorização judicial prévia. Ela também ficará recolhida em casa das 22h às 5h.
A decisão, proferida pelo magistrado Antônio Carlos Ponte de Souza, aponta provas de materialidade e indícios suficientes de autoria. O texto juridical aponta uso desproporcional da força, com impulsividade e descontrole emocional.
Entenda o caso
Na noite de 3 de abril, Yasmin Ferreira e outro policial circulavam em viatura pela Cidade Tiradentes. Segundo o acompanhante da vítima, ele e Thawanna teriam sido abordados após o desequilíbrio de um dos dois que atingiu o retrovisor da viatura.
Houve confusão e os agentes afirmaram ter utilizado força para conter o casal. Yasmin desceu da viatura, houve discussão com Thawanna e, em seguida, ela efetuou o disparo que tirou a vida da vítima menos de uma hora depois.
Thawanna Salmázio foi encaminhada ao Hospital Tiradentes, mas não resistiu aos ferimentos. A Secretaria de Segurança Pública informou que as circunstâncias estão em apuração pelo DHPP e pelo IPM, com acompanhamento das corregedorias.
O Ministério Público de São Paulo anunciou que também vai investigar o caso. A Ouvidoria da Polícia solicitou a apuração das circunstâncias da morte.
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