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PM que matou mulher na Zona Leste é suspensa e terá recolhimento domiciliar

Decisão judicial suspende a policial; ela não pode portar arma, deve cumprir recolhimento domiciliar e não pode deixar a comarca nem contatar testemunhas

PM Yasmin atirou no peito de Thawanna após discussão — Foto: Reprodução
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  • Decisão judicial desta quarta-feira (22) suspende a policial Yasmin Cursino Ferreira, 21 anos, da Polícia Militar, após a morte de Thawanna Salmázio na Zona Leste, ocorrida em 3 de abril.
  • Foram impostas restrições, incluindo não portar arma de fogo, não manter contato com testemunhas e familiares da vítima, não deixar a comarca sem autorização e recolhimento domiciliar das 22h às 5h.
  • A medida atende a pedido da polícia com concordância do Ministério Público; o magistrado Antônio Carlos Ponte de Souza afirmou haver prova de materialidade e indícios de autoria.
  • Thawanna morreu após ser baleada durante uma ação policial em Cidade Tiradentes; a morte ocorreu após discussão iniciada durante abordagem de uma viatura.
  • A Secretaria da Segurança Pública informou que a Polícia Militar não comenta decisões judiciais.

A policial militar Yasmin Cursino Ferreira, 21 anos, foi suspensa da PM após a morte de Thawanna Salmázio, ocorrida durante uma abordagem na Zona Leste de São Paulo no dia 3 de abril. Em decisão desta quarta-feira, 22, houve a imposição de medidas cautelares para a jovem.

A Justiça determinou que Yasmin não porte arma de fogo, não se comunique com testemunhas ou familiares da vítima e não possa deixar a comarca sem autorização. Além disso, ela ficará em recolhimento domiciliar das 22h às 5h. A decisão teve apoio de Ministério Público e baseou-se em indícios de autoria e materialidade.

A SSP afirmou que a Polícia Militar não comenta decisões judiciais. A morte de Thawanna ocorreu durante uma ação em Cidade Tiradentes, quando o casal foi abordado por uma viatura. Testemunhas informaram que houve desentendimento e disparo, registrado por câmera corporal que não estava habilitada na policial.

Contexto do ocorrido

A vítima caminhava com o marido quando o veículo retrocedeu após a abordagem. Imediatamente houve o disparo, que matou Thawanna no local. Um soldado presente questionou a funcionária, e Yasmin afirmou ter efetuado o disparo após a vítima supostamente ter lhe desferido um tapa.

Desdobramentos e temporalidade

O caso gerou debates sobre o procedimento da PM durante abordagens na região e sobre abusos relatados por especialistas. A atuação da equipe, bem como o tempo de resposta do resgate, foram assunto de apuração posterior. O IML apontou hemorragia interna como causa da morte.

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