- O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, tenta unificar a direita ao defender as candidaturas de Zema, Caiado e Flávio Bolsonaro para impedir a reeleição de Lula no primeiro turno.
- O PSD mantém apoio a Zema e busca palanque triplo, com abertura para Flávio Bolsonaro e Caiado, visando consolidar a base de direita no estado.
- Simões planeja transferir a capital provisoriamente e passar os primeiros 100 dias fora de Belo Horizonte, visitando as dezenove principais cidades do interior para fortalecer a presença do governo.
- Entre os temas destacados, estão a dívida de Minas com a União, privatizações (Copasa e Cemig) e a justificativa de obstáculos ideológicos para vender estatais.
- O governador critica decisões do Judiciário e do Tribunal de Contas, defende escolas cívico-militares em parte das unidades e aponta aumento da presença de facções criminosas, com ações previstas para reforçar a segurança.
Mateus Simões, atual governador de Minas Gerais, assume o governo em março e precisa mobilizar os 16 milhões de mineiros para manter o mandato em outubro. O PSD aposta na defesa de uma agenda de direita e na derrota do PT para evitar a reeleição de Lula no primeiro turno.
O governante busca atrair figuras da direita, como Nikolas Ferreira e Cleitinho Azevedo, além de manter o padrinho Zema. Há interesse em um palanque triplo com Ronaldo Caiado e Flávio Bolsonaro, caso haja consenso suficiente para ampliar a base aliada.
Simões afirma que a estratégia mira a capitalização do território mineiro, com atuação contínua no interior, onde 76% da população reside. A ideia é manter a presença do governo nas dezenove cidades-chave para fortalecer a base de apoio.
Estratégias e alianças da corrida eleitoral
O vice-prefeito admite aliança com Zema, rejeitando de forma, a princípio, a inclusão de Cleitinho Azevedo no palanque principal. Ele defende um palanque duplo, com Flávio Bolsonaro em apoio ao cenário de Zema, desde que haja convergência de interesses contra o PT.
A depender da evolução da campanha nacional, o candidato Caiado pode permanecer na disputa, mas a prioridade de Simões é consolidar a liderança de Zema em Minas. A ideia é evitar que Lula conquiste o segundo turno no estado.
Simões comenta sobre a divisão interna do PSD, com atuação variando entre centro-direita e centro-esquerda conforme o regional. Mantém o foco na aliança com Zema, sem abandonar a possibilidade de diálogo com outras forças da centro-direita.
Nos temas de privatizações, o governador aponta resistência política como entrave, defendendo ritmo gradual e avaliação de impactos. A privatização de companhias estaduais é apresentada como instrumento a ser utilizado com cautela para evitar desperdícios.
Sobre o Judiciário e o TCE, o governante sustenta que autoridades não devem interferir na gestão pública. Defende respeito institucional, ao mesmo tempo em que critica a atuação de alguns ministros em temas políticos.
Em relação à segurança, Simões descreve frentes de combate ao crime organizado, com aumento de inteligência policial e projeção de mais 3.000 soldados da PM em maio. Destaca atuação em fronteiras com estados vizinhos para coibir o crime.
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