- A secretária de Cultura de Berlim, Sarah Wedl-Wilson, renunciou após apuração sobre a distribuição irregular de € 2,6 milhões para programas de combate ao antissemitismo.
- Auditoria estadual apontou distribuição arbitrária e ilegal a 13 projetos, segundo lista de deputados do CDU, mesmo com ressalvas internas sobre a necessidade de avaliação das organizações.
- Wedl-Wilson já havia demitido o secretário de Estado do seu gabinete, Oliver Friederici, nesta semana, conforme unfold do escândalo.
- O prefeito de Berlim, Kai Wegner, informou ter aceitado a renúncia e precisa apontar um substituto para o departamento, que possui orçamento anual de € 110 milhões nos últimos cinco meses de mandato.
- Entre os beneficiários consta o Zera Institute, que recebeu € 390.000; instituição envolveu controvérsias envolvendo o diretor e declarações de tom crítico a figuras públicas.
A ministra da Cultura de Berlim, Sarah Wedl-Wilson, renunciou após encontrar irregularidades na distribuição de 2,6 milhões de euros em recursos públicos destinados a combater o antisemitismo. O relatório de auditoria aponta pagamentos a 13 projetos sem a devida avaliação prévia.
Wedl-Wilson, britânica naturalizada e responsável pela pasta na gestão regional, havia demitido o secretário de Estado Oliver Friederici nesta semana. O prefeito da cidade, Kai Wegner, aceitou a demissão e busca um substituto para gerir o departamento com orçamento anual de 110 milhões de euros.
A auditoria estadual concluiu que os recursos foram distribuídos de forma arbitrária e ilegal, conforme uma lista de projetos apresentada por representantes da CDU, a coalição governante, embora membros da equipe de cultura tivessem alertado sobre a falta de avaliação dos grupos.
Contornos do caso e impactos
Entre os beneficiários estão o Zera Institute, um think tank interdisciplinar, que recebeu 390 mil euros, em meio a controvérsias envolvendo a condução de seus dirigentes e declarações públicas.
O relatório não analisa o mérito dos projetos, mas o processo de concessão. Resta decidir se as organizações devem devolver parte dos recursos recebidos, sob escrutínio dos órgãos de controle.
Outras informações do escândalo envolvem declarações de diretores associados à instituição, bem como críticas públicas recebidas pela gestão da fundação após alegações envolvendo comunicação e alianças com terceiros.
Entre na conversa da comunidade