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Moraes decreta prisão domiciliar para condenada do núcleo 2 do golpe

Moraes concede prisão domiciliar definitiva a Marília Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça, condenada a oito anos e seis meses pela trama golpista

A delegada da PF Marília Alencar em depoimento à Câmara Legislativa do Distrito Federal
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  • O ministro Alexandre de Moraes decretou prisão domiciliar para Marília Alencar, condenada pelo núcleo 2 do caso do golpe.
  • Marília Alencar foi ex-delegada da Polícia Federal e diretora de Inteligência do Ministério da Justiça no governo Bolsonaro.
  • Ela foi condenada a oito anos e seis meses de prisão por organização criminosa armada e tentativa de dissolver o Estado Democrático de Direito, e perdeu o cargo na PF.
  • A decisão de prisão domiciliar, definitiva, levou em consideração a inexistência de recursos e o fato de a ré ter filho pequeno.
  • A medida impede o envio automático para a Colmeia, unidade feminina de prisão, caso não houvesse autorização.

O ministro Alexandre de Moraes decretou na quinta-feira a prisão domiciliar de Marília Alencar, ex-delegada da Polícia Federal, condenada por tentativa de golpe de Estado. A decisão mantém a pena já determinada e autoriza cumprir em casa.

Alencar foi diretora de Inteligência do Ministério da Justiça na gestão de Jair Bolsonaro. Ela foi ré na ação que apurava plano para manter Bolsonaro no poder e impedir a vitória de Lula. A condenação ocorreu em dezembro de 2025 pelo STF.

A ex-alertou que pretendia mapear regiões onde Lula venceu no primeiro turno, para orientar blitzes da PRF no segundo turno e dificultar o deslocamento de eleitores contrários a Bolsonaro. Ela já estava em prisão domiciliar.

Com a nova decisão, Moraes autorizou o cumprimento definitivo da pena em casa. A medida considera a falta de recursos ao STF e o fato de Alencar ter um filho pequeno. Sem autorização, a pena poderia ir para a Colmeia.

Trama golpista

Em 2025, o STF julgou os envolvidos no esquema que visava manter Bolsonaro no poder após as eleições de 2022. Além de militares de alta patente, ex-integrantes do governo e o próprio ex-presidente foram punidos.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão no âmbito do mesmo processo. Outros condenados também tiveram penas definidas, com base em participação no planejamento de ações para alterar o resultado eleitoral.

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