- Christopher Harborne (também conhecido como Chakrit Sakunkrit) é o maior financiador de Reform UK, contribuindo com mais de £22 milhões nos últimos sete anos, segundo registros.
- Parte significativa do dinheiro alimenta a campanha de Nigel Farage; agosto e novembro de 2023 trouxeram doações expressivas que ajudaram a sustentar o partido durante eleições locais e gerais.
- Harborne tem origem no mundo das criptomoedas, é investidor em Tether (stablecoin) e já foi identificado como um dos principais donos da empresa, o que levanta perguntas sobre interesses em políticas de cripto no Reino Unido.
- Em dezembro de 2022, Harborne participou de um encontro à beira do mar com Farage e outros apoiadores em Koh Samui, na Tailândia, levantando rumores sobre uma possível linha de atuação conjunta.
- Embora afirme não buscar influência específica, existem dúvidas sobre como a fortuna de Harborne — ligada a criptomoedas e contratos com o Pentágono via combustível de aviação — pode impactar decisões políticas no Brasil? Não: o texto não pede opinião; mantém foco nos fatos: doações, vínculos com cripto e atuação política.
Chakrit Sakunkrit, dono de Kamalaya, recebeu cerca de 200 convidados para comemorar seu 60º aniversário em Koh Samui, Tailândia, em dezembro de 2022. Entre os presentes estava Nigel Farage, figura central do espectro político britânico, em clima de expectativa sobre novos passos após o Brexit.
Christopher Charles Sherriff Harborne, também conhecido como Harborne, figura inglesa naturalizado tailandês, é apontado como o principal financiador privado do Reform UK, o antigo Brexit Party. Nos últimos sete anos, ele já destinou mais de £22 milhões à agremiação, segundo bases de dados públicas.
Harborne é reconhecido por investir fortemente em criptomoedas, especialmente na Tether, empresa que emite stablecoins. Além de investidor, ele figura entre os principais donos da empresa, conforme documentos judiciais e registros de mercado, com participação estimada em 12% via transferências de tokens.
A doação recorde ocorreu pouco antes do Natal de 2022, quando Harborne transferiu várias parcelas substanciais ao Brexit Party, hoje Reform UK. A soma total ultrapassou dezenas de milhões de libras, fortalecendo a capacidade de campanha de Farage.
Farage, em entrevistas e participações públicas, elogiou criptomoedas e defendeu a London como polo de atividade nesse segmento. Em paralelo, o reformismo político ganhou tração com o aporte ultraprivado de Harborne, segundo relatos.
Harborne mantém baixa exposição pública sobre suas motivações, com advogados afirmando ser pessoa extremamente reservada. Segundo fontes próximas, o empresário tem interesse em influenciar o rumo regulatório das criptomoedas no Reino Unido.
Em 2019, Harborne já havia usado recursos do setor para apoiar o Brexit Party, com doações registradas após episódios de reacomodação política. O timing das contribuições coincidiu com fases decisivas do Brexit e mudanças no cenário partidário.
A relação entre Harborne e Johnson, ex-primeiro-ministro, aparece em momentos de cooperação política. Doações ao Conservative Party, em anos seguintes, ocorreram em períodos de tensões políticas e reorganizações de governo.
Criptoativos ganham proeminência no debate público, incluindo propostas de regulação de stablecoins e de uso de ativos digitais como meio de pagamento. Farage, por sua vez, optou por manter o foco político, sem afastar-se de apoios ao setor.
Relatos sobre Kamalaya indicam que a visita de Farage ocorreu em contexto de celebração pessoal de Harborne, sem confirmação de coordenação partidária. Estruturas de gestão do spa afirmam tratar-se de um evento privado.
Entre aliados de Farage na Europa e nos EUA, a presença de figuras associadas a criptomoedas reforça vínculos entre o movimento político britânico e o ecossistema cripto, ainda sob escrutínio regulatório global.
Analistas apontam que a riqueza de Harborne, ligada à Tether e a operações de criptomoedas, conferiria potencial retorno financeiro considerável caso a capitalização da empresa atinja metas ambiciosas. Mantêm-se dúvidas sobre o uso de reservas e a transparência.
Em 2023 e 2024, o espectro de doações internacionais continuou a influenciar a pauta pública, com debates sobre limites para contribuições de estrangeiros e regras de transparência. O tema reapareceu no cenário político britânico.
Relatórios de imprensa indicam que Harborne pode enfrentar mudanças legais que limitam doações de estrangeiros. A legislação visa ampliar controles sobre financiamento de partidos, mantendo ainda canais legais para investimentos.
Fontes associadas afirmam que Harborne não busca cargos públicos, mas pretende ampliar influência sobre políticas de criptomoedas no país. Quem compõe o uso de seus recursos, porém, segue em sigilo relativo, alimentando controvérsias.
A reportagem não localizou indicações de envolvimento direto de Harborne em operações ilícitas associadas a criptomoedas. Autoridades financeiras acompanham de perto o setor, especialmente no que tange a sanções e lavagem de dinheiro.
A pauta segue em aberto, com reflexões sobre o papel de grandes doadores no financiamento de campanhas e a relação entre tecnologia financeira e política, num cenário de crescente adoção de ativos digitais.
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