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Defesa de Malafaia pede adiamento de julgamento no STF

Defesa de Malafaia pede adiamento do julgamento no STF, citando risco de empate com quatro ministros, enquanto Senado analisa indicação do AGU

Primeira Turma do STF analisa nesta terça-feira (28) denúncia da PGR contra o pastor Silas Malafaia. (Foto: EFE/Sebastiao Moreira)
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  • A defesa do pastor Silas Malafaia pediu ao STF que adie o julgamento previsto para esta terça-feira, 28, que pode torná-lo réu por injúria e calúnia contra o Alto Comando do Exército.
  • O caso tramita na Primeira Turma, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, e os advogados afirmam que o colegiado está reduzido pela transferência do ministro Luiz Fux para a Segunda Turma.
  • A Primeira Turma atualmente reúne Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin; a defesa sustenta que, com apenas quatro integrantes, há risco de empate e insegurança jurídica.
  • Os advogados argumentam que não há urgência no processo e que a decisão deve aguardar a recomposição total do órgão colegiado.
  • O Senado analisará, nesta quarta-feira, 29, a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF; a denúncia por injúria e calúnia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República em relação a discurso feito em 6 de abril de 2025 na Avenida Paulista.

O advogado de defesa do pastor Silas Malafaia pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (27) o adiamento do julgamento que estava previsto para ocorrer nesta terça (28). O processo pode tornar Malafaia réu por suposta injúria e calúnia contra membros do Alto Comando do Exército. A tramitação ocorre na Primeira Turma do STF, sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

A defesa argumenta que a composição atual do colegiado não está completa, o que aumenta o risco de empate. A transferência do ministro Luiz Fux para a Segunda Turma reduziu o número de integrantes, e o plenário também enfrenta a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. Atualmente, a Primeira Turma é formada por Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, segundo a defesa.

O pedido reforça que decisões colegiadas, com formação plena, conferem maior legitimidade. Alega ainda que não há urgência no processo, o que justificaria aguardar a recomposição do órgão antes do julgamento.

Contexto no STF e próximos passos

O Senado deve analisar nesta quarta-feira (29) a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF, o que pode alterar a composição. O Ministério Público aguardava a conclusão do caso envolvendo Malafaia.

O Ministério Público Federal (PGR) afirmou ter denunciado o pastor pelos crimes de injúria e calúnia com base em discurso proferido em 6 de abril de 2025, em evento público na Avenida Paulista, em São Paulo. A PGR sustenta que Malafaia teria ofendido a dignidade do comandante do Exército, general Tomás Paiva, e de outros oficiais do Alto Comando, chamando-os de frouxos, covardes e omissos.

Além disso, a PGR aponta que Malafaia imputou ilegalmente fatos de crimes militares aos oficiais, ao criticar a condução do Exército diante da prisão do general Walter Braga Netto, condenado em relação a uma suposta tentativa de golpe de Estado.

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