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Investiga uso do heliponto do Palácio dos Bandeirantes por operador ligado PCC

Operador ligado ao PCC usou o heliponto do Palácio dos Bandeirantes para ir a jogo em 2022; quatro presos e apuração sobre infiltração em prefeituras

Polícia Civil de SP investiga infiltração do PCC em prefeituras do estado
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  • A operação aponta infiltração do PCC em prefeituras do interior paulista e uso do heliponto do Palácio dos Bandeirantes, em março de dois mil e vinte e dois, para o trajeto até um jogo no Morumbi; o operador ligado à facção, João Gabriel de Melo Yamawak, está preso por tráfico de drogas.
  • A autorização para o pouso foi dada pelo ex-vereador de Santo André, Thiago Rocha de Paula, preso sob suspeita de atuar como articulador político do PCC; ele disse ter tratado-se de uma delegação japonesa.
  • A Polícia Civil cumpriu quatro mandados de prisão e vinte e duas de busca e apreensão em sete cidades do estado, duas em Goiás, uma no Paraná e em Brasília; houve bloqueio de trezentos e setenta e três milhões de reais em contas e bens, totalizando quinhentos e treze milhões e seiscentos mil reais.
  • A investigação aponta a formação de um núcleo político dentro da facção para infiltrar-se em prefeituras, envolvendo eleitos, pretensos candidatos e servidores para influenciar decisões, incluindo licitações e gestão de receitas.
  • O caso envolve a empresa 4TBank, apontada como parte de uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao PCC; a operação é desdobramento de apurações de vinte e quatro de agosto de dois mil e vinte e quatro sobre supostas ligações entre o PCC e prefeituras.

A Polícia Civil aponta que o PCC tentou infiltrar-se em prefeituras de São Paulo via uma rede de relacionamentos que envolvia eleitos, membros da administração municipal e candidatos a cargos públicos. A investigação aponta que o operador da empresa 4TBank, João Gabriel de Melo Yamawak, atuava na lavagem de dinheiro para a facção e chegou a usar o heliponto do Palácio dos Bandeirantes para ir a um jogo no Morumbi em março de 2022, durante a gestão de João Doria.

Quem autorizou o pouso foi o ex-vereador de Santo André, Thiago Rocha de Paula, preso sob suspeita de atuar como articulador político do PCC. A defesa de Rocha é alvo das apurações, que seguem para confirmar a versão apresentada pela investigação. A apuração envolve o núcleo de investigações sobre entorpecentes de Mogi das Cruzes e concentra-se na criação de uma frente política da facção para influenciar contratos e decisões locais.

A ação desta segunda-feira resultou na prisão de quatro investigados e na apreensão de celulares, notebooks, documentos e veículos. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e 22 de busca e apreensão em sete cidades de SP, além de diligências em Goiás, Paraná e no Distrito Federal. O bloqueio de ativos somou mais de R$ 500 milhões.

Investigações e desdobramentos

A Polícia Civil afirma que o PCC tentava estruturar um núcleo político para facilitar acesso a licitações, receitas municipais e gestão de tributos. As autoridades ressaltam que a rede alcançava tanto pessoas eleitas quanto integrantes da administração municipal, com possíveis impactos no processo decisório local. A investigação busca confirmar a extensão das condutas em Santos, Santo André, Ribeirão Preto e Campinas.

Declarações oficiais e próximos passos

A prefeitura de Campinas disse que a operação não envolve a gestão atual e reafirmou o compromisso com a transparência. A Câmara de Santo André informou que o período em que Thiago Rocha esteve no cargo foi curto e sem participação em contratações. As autoridades deverão continuar as perícias, com novas medidas de investigação conforme andamento do caso.

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