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Mulher de Tennessee busca aborto para salvar vida e entra com ação contra proibição

Após precisar viajar para obter aborto, Rachel Fulton ingressou com ação contra a proibição no Tennessee, recurso interrompeu o processo indefinidamente

Abortion rights activists protest after the overturning of Roe v Wade by the US supreme court, in downtown Nashville, Tennessee, in June 2022.
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  • Mulher de Tennessee, cuja gravidez potencialmente fatal exigia aborto, precisou viajar para outro estado para receber atendimento médico.
  • Rachel Fulton filiou-se, em 2023, ao processo movido pela Center for Reproductive Rights contra a proibição de aborto do Tennessee, com pela AMA e dois médicos também como parte da ação.
  • O caso questiona se leis com exceções para a vida da mãe realmente permitem o acesso ao tratamento padrão, conforme alegado pelos que ingressaram com a ação.
  • Uma apelação de última hora interrompeu o andamento do julgamento de forma indefinida.
  • As informações destacam que atrasos e receios de médicos sob a proibição resultaram em negação de atendimento, complicações e riscos à saúde das pacientes.

Rachel Fulton, moradora do Tennessee, precisou viajar para obter um aborto a fim de salvar sua vida. A gravidez foi considerada incompatível com a vida do feto e risco para a mãe, levando-a a buscar atendimento fora do estado.

Em 2023, Fulton ingressou como parte de uma ação movida pela Center for Reproductive Rights contra a proibição de aborto no Tennessee. Além dela, cinco pacientes e a American Medical Association também contestam a norma, sob a alegação de violação dos direitos à vida e ao cuidado médico.

O processo tinha início previsto para esta segunda-feira, mas uma decisão de último minuto adiou-o de forma indefinida, após recurso apresentado pelo estado. A ação continua sem data marcada.

Contexto legal e impactos

A peça jurídica questiona se as exceções para salvar a vida da gestante realmente funcionam, diante de restrições que exigem apenas riscos muito específicos para permitir o procedimento.

Os defensores dos pacientes afirmam que as leis de Tennessee, embora apresentadas como salvaguardas, temem negar acesso a cuidados médicos necessários. A Center for Reproductive Rights aponta cenários em que mulheres enfrentam atraso ou impossibilidade de atendimento.

Entre as paciente-plaintiffs estão mulheres com diagnósticos graves que, segundo a ação, sofreram atrasos ou impedimentos no acesso a abortos necessários para a sua saúde. A defesa argumenta que o sistema legal permite exceções e que as autoridades podem resolver as questões sem júri.

A representante legal da ONG, Linda Goldstein, diz que a maioria dos americanos apoia o acesso a cuidados quando a saúde ou a vida da gestante está em risco, mesmo com as exceções existentes.

Detalhes do caso e depoimentos

Fulton relata que, ao descobrir a gravidez, planejava o nascimento ao lado da família e do filho de 3 anos. O diagnóstico de cystic hygroma indicou que o bebê não sobreviveria ao nascimento e que a gestante também corria risco de complicações graves.

A família considerou opções limitadas: buscar atendimento fora do Tennessee, aguardar o pior cenário ou adiar o procedimento para quando surgissem riscos graves. Fulton optou por viajar para o estado vizinho para ter atendimento com médico familiarizado com seu histórico.

Para conseguir o tratamento, a família percorreu várias horas de viagem, incluindo uma estadia temporária em Missouri e deslocamentos subsequentes a outro estado. Fulton afirma ter feito tudo para retornar perto de familiares após o procedimento.

A advogada-geral do Tennessee, Jonathan Skrmetti, informou que é comum recorrer de decisões passíveis de recurso e que o estado acredita que a Justiça pode resolver o caso sem a realização de um julgamento. O recurso continua em pauta.

Perspectivas futuras

Os autores pretendem manter a ação e buscar o andamento do processo, apesar do atraso. Fulton diz que deseja ter direito a um depoimento no tribunal e defender casos semelhantes para outras pessoas em situações parecidas.

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