- O Partido Liberal prepara uma ofensiva nas redes para contestar a PEC que aponta fim da escala 6×1, buscando mostrar que a redução da jornada impactará o bolso do trabalhador.
- A resposta acontece após críticas de parlamentares bolsonaristas nas redes sociais, intensificadas após a aprovação da CCJ na Câmara dos Deputados.
- A comissão especial deve ser instalada nesta semana pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, com objetivo de desidratar a proposta do governo.
- O PL planeja veicular conteúdos que questionem os benefícios da redução da jornada, incluindo vídeos com relatos de preocupações de trabalhadoras sobre salários.
- A PEC propõe reduzir de quarenta e quatro para quarenta horas semanais, com 5 por 2 como escala, mantendo o salário, ao passo que empresários apontam custos com o fim da escala 6×1.
O Partido Liberal (PL) prepara uma ofensiva para o debate da PEC que prevê o fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com manutenção do salário. A estratégia envolve mensagens direcionadas aos eleitores de direita e ao empresariado, buscando desidratar a proposta.
A ofensiva nasce em meio a críticas nas redes sociais de parlamentares bolsonaristas, que ganharam força após a aprovação do texto na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. O PL pretende usar o colegiado para contestar a proposta defendida pelo governo.
Segundo a leitura do PL, a redução da jornada pode não trazer benefícios aos trabalhadores e pode aumentar custos para trabalhadores de baixa renda, que seriam mais impactados pela mudança. A ideia é desmentir esse benefício direto para o bolso do trabalhador.
A legenda planeja publicar inserções nas redes assim que a comissão for instalada formalmente, com vídeos que questionam o fim da escala. Um dos primeiros depoimentos mostrará mulheres preocupadas com a possível queda salarial, sob o lema Brasil que trabalha não pode parar.
A PEC em discussão propõe reduzir de 44 para 40 horas semanais, mantendo salário. Empresários costumam argumentar que o fim da 6×1 traria custos adicionais para as empresas. O debate permanece dentro do cronograma previsto pela Câmara.
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