- O PT aprovou um manifesto pedindo limite de três mandatos para lideranças do partido, com direito a apenas uma reeleição.
- A medida é apresentada como essencial para a transição geracional dentro da sigla.
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participou da abertura do congresso, estava em São Paulo, mas enviou vídeo dizendo estar pronto para vencer a quarta eleição.
- O texto também defende paridade de gênero, assegurando que mulheres ocupem ao menos cinquenta por cento dos espaços de deliberação.
- Atualmente, o governo federal tem oito mulheres à frente de quarenta e oito ministérios, conforme o documento.
O PT aprovou um manifesto neste domingo, durante o 8º Congresso Nacional, que propõe limites de mandatos para as lideranças da sigla, com direito a apenas uma reeleição. A medida busca viabilizar a transição geracional dentro do partido.
O documento defende que os mandatos sejam limitados a no máximo dois na mesma função e a três no total dentro de uma mesma instância. Também estabelece a exigência de 50% de participação feminina nas instâncias deliberativas.
Lula, que concorreria a uma quarta eleição, não esteve presente na abertura do evento em Brasília por estar em São Paulo, recuperando-se de uma cirurgia. Ele enviou um vídeo afirmando estar pronto para vencer a próxima eleição presidencial.
Ao lado da limitação de mandatos, o manifesto enfatiza a paridade de gênero, ressaltando a necessidade de maior representatividade feminina nos espaços de decisão. O governo federal, hoje, tem oito mulheres entre 38 ministérios, segundo a leitura do texto.
Propostas e objetivo estratégico
O texto sustenta que as mudanças fortaleceriam a renovação de lideranças e manteriam a identidade histórica do partido. O documento também aponta diretrizes para ampliar a base de apoio do PT em 2026.
Entre os temas citados, o manifesto critica o estilo de governança de lideranças internacionais e defende a soberania nacional, sem detalhar políticas específicas. A leitura é de que o objetivo é manter a coesão interna.
A pauta foi recebida como parte de uma agenda de fortalecimento do PT, com o objetivo de sustentar a viabilidade eleitoral de Lula em futuras disputas. O Congresso segue com debates sobre ações para renovar a estrutura partidária.
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