- Renan Santos, pré-candidato pelo Missão, afirmou que o Maranhão vive um regime político de exceção e que a população precisa de intervenção.
- Ele sugeriu mudanças no pacto federativo, incluindo a possibilidade de impedir que pessoas de municípios sem indicadores mínimos votem.
- A campanha foca no jovem masculino até 24 anos, com uma caravana rodoviária financiada por apoiadores para aumentar a exposição.
- Na segurança, defende lei e ordem, estado de defesa em áreas dominadas por facções e penas mais severas para “inimigos do Estado”.
- Na economia, propõe reforma fiscal, reajuste do salário mínimo e de aposentadorias atrelados à inflação, redução da máquina pública e digitalização dos serviços.
O pré-candidato à Presidência pelo movimento Missão, Renan Santos, afirmou que o Maranhão funciona sob regime político de exceção, com a classe dirigente atuando de forma predatória. A declaração ocorreu nesta segunda-feira, durante entrevista a Frente a Frente, da Folha de S.Paulo e do portal UOL.
Santos afirmou que a democracia não existe no Maranhão e defendeu intervenção estrutural para romper com elites locais. Ele propôs mudanças profundas no pacto federativo, incluindo restrições ao direito ao voto para cidadãos de municípios que não alcancem indicadores mínimos de desenvolvimento.
O foco da campanha de Renan é os jovens, especialmente homens até 24 anos. Ele viaja em caravana rodoviária financiada por apoiadores para aumentar a exposição. Segundo o pré-candidato, o maior desafio atual é o desconhecimento do eleitor sobre sua plataforma.
Segurança e Justiça
Para a área de segurança, o líder defende uma agenda de lei e ordem inspirada em modelos internacionais. Propõe decretação de estado de defesa em territórios dominados por facções criminosas e a aplicação de um “direito penal do oprimido”, com penas mais severas para considerados inimigos do Estado.
Questionado sobre pena de morte, Santos disse que o Brasil já vivencia a punição nas periferias, sob o controle de grupos criminosos. Ele afirmou que o Estado deve retomar o monopólio da força com maior rigor jurídico e policial.
Sobre Jair Bolsonaro, o pré-candidato afirmou que não defende anistia para crimes investigados, mas pediu dosimetria de penas equilibrada. Também criticou adversários da direita, citando Ronaldo Caiado, a quem chamou de puxa-saco do ex-presidente.
Economia e Reformas
A plataforma econômica prevê reforma fiscal para evitar o que ele chama de estelionato eleitoral. O reajuste do salário mínimo e das aposentadorias seria atrelado apenas a índices oficiais de inflação, sem ganhos reais que comprometam as contas públicas.
Renan defende redução do tamanho da máquina administrativa, digitalização total dos serviços e o fim de privilégios do alto funcionalismo. A proposta se apresenta como ruptura em relação aos governos Lula e Bolsonaro, segundo ele.
A candidatura do Missão vem sendo organizada com apoio de congressistas, como o deputado Kim Kataguiri, que atua na construção de bases regionais. O partido, formalizado pelo TSE em 2025, planeja a primeira disputa presidencial com a marca do grupo.
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