- Wadih Damous busca fechar a agenda regulatória de 2026 a 2028, mesmo em ano eleitoral, durante a Health Conference em São Paulo.
- A regulação precisa oferecer previsibilidade aos investidores, segurança aos contratantes e incentivar eficiência real, não apenas transferência de custos.
- Damous disse que a regulação da saúde suplementar está estreita demais, concentrada em disputas contratuais, e precisa avançar na jornada do paciente.
- O tema dos cartões de desconto, que atende cerca de 65 milhões de pessoas e é responsibility da Agência Nacional de Saúde Suplementar, já recebe atenção regulatória com grupo de trabalho criado em abril para mapear o mercado.
- O presidente da ANS reconhece que anos eleitorais complicam grandes mudanças, mas afirma que questões que já aguardam há muito tempo precisam de desfecho.
Damos passos firmes para fechar a agenda regulatória de 2026 a 2028, mesmo em meio às pressões de um ano eleitoral. O presidente da ANS, Wadih Damous, afirmou que a regulação precisa trazer previsibilidade para investidores, segurança para quem contrata e incentivar eficiência real, não apenas a transferência de custos. A declaração foi feita durante a Health Conference promovida pelo Brazil Journal, em São Paulo.
Damous ressaltou que a regulação da saúde suplementar está muito centrada em disputas contratuais. Segundo ele, o setor ganha sustentabilidade ao sair da lógica de apenas entregar procedimentos e avançar na conclusão da jornada do paciente, com resultados mais claros para usuários e operadoras.
Um tema já em curso é a regulação dos cartões de desconto, que envolve cerca de 65 milhões de pessoas e é de responsabilidade da ANS, conforme determinação do STJ. O processo, porém, avança lentamente; em abril surgiu um grupo de trabalho para mapear o mercado e iniciar a regulação.
Damous reconhece desafios de anos eleitorais para mudanças regulatórias. Ele enfatizou a necessidade de avançar em questões que aguardam desfecho há muito tempo, sem delay, para ampliar a efetividade do marco regulatório.
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