- A grand jury federal indiciou James Comey por obstrução de processo congressional, encerrando décadas de atritos entre o presidente Donald Trump e o ex-diretor do FBI.
- A relação começou na campanha de 2016 com investigações da FBI sobre o uso de servidor privado por Hillary Clinton e, depois, supostas ligações entre a campanha de Trump e a Rússia.
- Em maio de 2017, Trump demitiu Comey, alegando perda de confiança, enquanto o ex-diretor afirmou que soube da demissão pela televisão.
- Em 2017, Comey foi testemunha diante do Congresso e disse que Trump pediu lealdade e sugeriu que fizesse com que a investigação sobre Flynn fosse encerrada.
- Em 2025 e 2026, novos desdobramentos legais ocorreram: Comey foi indiciado novamente por declarações falsas relacionadas a testemunho de 2020 e, em abril de 2026, novas acusações foram apresentadas por uma postagem no Instagram que seria interpretada como ameaça a Trump.
O procurador-geral de justiça abriu uma nova fase na relação entre Donald Trump e James Comey, com a emissão de uma denúncia contra o ex-diretor do FBI por obstrução de procedimento legislativo. A ação encerra anos de tensões que começaram durante a campanha de 2016 e se estenderam até o governo de Trump. A investigação envolve decisões e declarações públicas que marcaram o confronto entre os dois.
A timeline acompanha episódios-chave: o papel de Comey em investigações que tocaram Hillary Clinton e a possível ligação entre a campanha de Trump e a Rússia; a demissão de Comey em maio de 2017; e as disputas sobre a independência das agências federais. Trump passou a responsabilizar Comey por suposta parcialidade institucional.
Entre 2015 e 2017, os dois protagonizaram uma série de episódios em que Trump elogiou, criticou ou ironizou Comey, inclusive em momentos de julgamentos sobre a confiança na direção do FBI. Em 2017, Comey afirmou que a investigação sobre a Rússia continuaria, independentemente de pressões.
O desdobramento judicial ganhou impulso a partir de 2025, quando Comey foi indiciado pela primeira vez por testemunho falso relacionado ao caso de 2020. A Justiça federal de Virginia avaliou a validade das acusações, enquanto o Congresso debateu o uso do aparato legal contra críticas ao governo.
Em 2026, o Departamento de Justiça anunciou novas acusações contra Comey, ligadas a uma postagem no Instagram envolvendo a expressão “86 47”. A postagem foi interpretada pela Justiça como potencial ameaça. O processo segue sob avaliação de autoridades federais e cortes.
A defesa de Comey sustenta inocência e argumenta repetidamente que as acusações não devem prosperar. Trump, por sua vez, celebrou publicamente as decisões judiciais e apontou para avanços em investigações que, segundo ele, buscariam silenciar críticas ao governo.
Na prática, a sequência mostra um confronto prolongado entre Trump e Comey, com episódios legais em várias fases. A investigação atual envolve critérios legais de obstrução parlamentar e a interpretação de declarações feitas no período alvo do inquérito.
Entre na conversa da comunidade