- Dois executivos de petróleo negaram ter pago subornos à ex-ministra nigeriana do petróleo, Diezani Alison-Madueke, em depoimento ao tribunal em Southwark Crown.
- Okyere afirmou, em declaração escrita aos investigadores, ter pago £3.900 por itens comprados na Peter Jones e dito que o valor foi reembolsado pela ex-ministra; ele negou ter feito suborno.
- Sanomi disse aos investigadores que importunidades de câmbio no Nigéria o levaram a comprar itens em Londres para Alison-Madueke, com eventual reembolso, e afirmou que as empresas dele venceriam contratos de forma justa.
- Em depoimento lido no tribunal, o ex-presidente Goodluck Jonathan mencionou que terceiros podiam efetuar pagamentos em nome de ministros em funções no exterior, e que tais auxílios deveriam ser registrados e reembolsados quando cabíveis.
- A ex-ministra, que nega cinco acusações de recebimento de suborno e conspiração, também afirmou que não houve favorecimento nem recebimento de vantagens de executivos do setor; o processo adicional envolve outras pessoas investigadas.
Two executivos do setor de petróleo negaram ter pago subornos à ex-ministra nigeriana do petróleo, Diezani Alison-Madueke, em depoimento apresentado ao tribunal do Reino Unido. As declarações foram lidas no Southwark Crown Court nesta terça-feira.
Okyere afirmou, em documento às autoridades britânicas, ter custeado itens comprados na loja Peter Jones em Londres após encontrar a ex-ministra no caixa. Ele disse que os 3.900 libras foram ressarcidos em dinheiro em seu escritório em Abuja.
Sanomi também prestou depoimento, em 2017, relatando dificuldades com a troca de moedas na Nigéria e dizendo ter obtido itens em Londres em nome de Alison-Madueke, com reembolso posterior. Ele alegou que seus negócios sempre venceram licitações de forma justa.
Depoimentos e contexto
Oney foi apresentado ao tribunal um relato do ex-presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, que indicou que pagamentos de terceiros a ministro podem ocorrer em missões no exterior. Jonathan disse ainda que ajudas incidentais costumariam ser registradas e reembolsadas quando cabível.
Alison-Madueke enfrenta cinco acusações de recebimento de suborno e uma de conspiração para subornar. Ela afirma que os custos de serviços recebidos durante mandatos oficiais foram lateramente quitados.
O tribunal já ouviu que supostos gastos da ex-ministra incluiriam jet privados, imóveis de alto valor e carros com motorista. Em novembro de 2013, um investimento significativo em itens de decoração foi alegadamente feito em Londres.
A defesa da ex-ministra sustenta que não houve favorecimento e que não recebeu recursos impróprios. Ela também afirmou que seu arresto, em 2015, ocorreu sob condições questionadas.
O caso envolve ainda o irmão de Alison-Madueke, Doye Agama, que nega conspiração para suborno, e o executivo Olatimbo Ayinde, que enfrenta acusações de suborno relacionadas à ex-ministra. O julgamento segue em andamento.
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