- Após cinco meses de espera, o advogado-geral da União Jorge Messias se reuniu com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em Brasília, antes da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça, marcada para quarta-feira.
- O encontro contou com a participação dos ministros do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes e do senador Rodrigo Pacheco, e foi articulado por intermediários em comum.
- Alcolumbre não sinalizou apoio público à indicação nem se comprometeu a defender votos de aliados próximos.
- O governo pretende distensionar o ambiente para a sabatina, enquanto o presidente do Senado mantém a estratégia de não engajar seu grupo na defesa do nome.
- Messias, que já tem 26 votos declarados favoráveis, precisa de mais 16 entre indecisos para alcançar os 41 votos necessários.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado por Lula para uma vaga no STF, reuniu-se com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em Brasília. A sabatina na CCJ está marcada para a próxima quarta-feira.
O encontro ocorreu na semana passada e contou com a presença dos ministros do STF Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes, além do senador Rodrigo Pacheco. A conversa foi articulada por interlocutores em comum.
Segundo aliados de Messias, a conversa foi direta e sem compromissos políticos explícitos por parte de Alcolumbre. A imprensa revelou o encontro, e a assessoria de Alcolumbre não respondeu até o momento.
Desdobramentos da reunião
Alcolumbre não sinalizou apoio público à indicação nem avances para fidelizar votos entre seus aliados. O governo esperava um aceno público para distensionar o ambiente político.
O presidente do Senado indicou que manterá um ambiente institucional estável para a sabatina na CCJ e a votação em plenário. Messias busca ampliar a base de apoio para obter os 41 votos necessários.
Pacheco era a preferência de Alcolumbre para a vaga, aberta com a aposentadoria de Barroso. Lula, porém, escolheu Messias, conforme prioridade do governo neste mandato.
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