- O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, vai reassumir o mandato de senador para participar da votação da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.
- A suplente de Dias, Jussara Lima, integra o núcleo duro da base de Lula no Senado, e Dias afirmou ter interesse em votar devido à amizade com Messias e com a família dele, que mora no Piauí.
- Dias é o único ministro licenciado no Senado; outros ministros deixaram o governo e reassumiram seus mandatos para as eleições, como Fávaro, Camilo Santana e Renan Filho.
- A presença de ministros no plenário deve reforçar a articulação política; o governo está confiante de que Messias terá, ao menos, os 41 votos necessários, mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não confirmou apoio.
- Messias será sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça nesta quarta-feira, 29 de abril, pouco mais de seis meses após ter sido indicado por Lula para a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.
O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, reassume o mandato de senador para participar da sabatina da indicação de Jorge Messias ao STF. A votação ocorre no Senado, em plenário, nesta quarta-feira, 29 de abril, com a participação do governo e possíveis impactos na articulação política. Dias volta a atuar como senador licenciado para votar.
A suplente de Dias, Jussara Lima (PSD), integra o núcleo duro da base de Lula no Senado e manifestou desejo de acompanhar a votação por motivos pessoais, segundo declarações feitas pelo Palácio do Planalto. A presença de Dias no plenário deve fortalecer a articulação política em meio ao processo.
Dias é atualmente o único ministro licenciado do Senado. Outros ministros que ocuparam o posto de titulares e reassumiram seus mandatos de senador recentemente foram Carlos Fávaro, Camilo Santana e Renan Filho, no último mês, em meio ao calendário eleitoral de outubro.
Contexto político e tramitação
A sessão de sabatina de Messias acontece na CCJ, após mais de seis meses desde a indicação anunciada por Lula para ocupar a vaga aberta pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso. O governo trabalha para obter os 41 votos necessários para aprovação, enquanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ainda não confirmou apoio público à indicação.
Segundo o governo, Messias conta com apoio de 41 senadores, mas há resistência entre blocos oposicionistas. A articulação envolve indicações de cargos e emendas para viabilizar a decisão, mantendo o diálogo entre Executivo e Legislativo ao longo do processo.
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