- Moraes fez uma indireta a Romeu Zema, apontando uso de críticas ao STF como estratégia eleitoral e “escada eleitoral”.
- O ministro disse que candidaturas sem viabilidade recorrem a ataques ao Judiciário para evitar apresentar propostas.
- Pesquisas da AtlasIntel indicaram que Zema variou entre 3,1% e 3,8% de intenções de voto, ficando atrás de Lula, Flávio Bolsonaro, Renan e Caiado.
- Moraes afirmou que agressões verbais ao STF impedem debate sobre saúde, educação e segurança pública, sugerindo polarização em torno do Judiciário.
- A PGR arquivou pedido de investigação de Gilmar Mendes por suposta homofobia contra Zema; a defesa do ex-governador disse não ter tomado ação judicial.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes dirigiu críticas indiretas ao ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, durante fala sobre o uso de ofensas ao Judiciário como estratégia eleitoral. Moraes apontou candidaturas sem viabilidade que recorrem a ataques ao STF para obter vantagem política. A declaração ocorreu na terça-feira, 28 de abril de 2026, em meio a atrito envolvendo o cenário eleitoral.
A defesa de Moraes partiu de uma análise de uma queixa-crime apresentada por Gustavo Gayer contra José Nelto, em que o deputado alegou ofensas ao Judiciário. O pedido foi rejeitado. O ministro ressaltou que pesquisas recentes indicam desejo da população por propostas, não por ataques ao tribunal, sugerindo que Zema estaria estagnado em sondagens.
Investigações e cenário eleitoral
AtlasIntel divulgou estudo com cenários de campanha que mostraram a líderança de Lula e a posição de outros candidatos, incluindo Zema. No momento, Zema aparece com entre 3,1% e 3,8% das intenções de voto em diferentes cenários, estando atrás de Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos e Ronaldo Caiado, este último liderando em um dos cenários testados.
Moraes afirmou que agressões verbais contra o STF são usadas para evitar debater temas administrativos como saúde, educação e segurança. Segundo o ministro, alguns políticos tentam subir por meio de polarização contra o Judiciário, em vez de apresentar propostas.
Entenda o embate
O atrito entre Moraes e Zema ganhou contornos após a série de vídeos satíricos Os Intocáveis, publicados por Zema nas redes. Moraes chegou a pedir a inclusão de Zema no Inquérito das Fake News, indicando que houve desrespeito à honra do STF. O caso envolve respostas públicas de Gilmar Mendes e críticas de Zema que teriam sido interpretadas como homofobia por alguns, o que gerou repercussão moderada.
PGR encerra apuração
Nesta semana, a Procuradoria-Geral da República arquivou o pedido de investigação contra o ministro Gilmar Mendes por suposta homofobia contra Zema. O órgão apontou que o comentário não configura lesão aos direitos coletivos da comunidade LGBTQIA+. A assessoria de Zema divulgou que não houve ação judicial formal contra o ministro.
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