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Morre a vereadora Luciana Novaes, do Rio de Janeiro

Vereadora tetraplégica do Rio, Luciana Novaes, morre aos 42; atuação pela inclusão resulta em luto oficial de três dias

A vereadora do Rio de Janeiro Luciana Novaes (PT) morreu nesta segunda-feira (27), aos 42 anos | Reprodução redes sociais
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  • Luciana Novaes, vereadora do Rio de Janeiro pelo PT, morreu nesta segunda-feira, 27, aos 42 anos, internada com protocolo de morte cerebral acionado.
  • Foi a primeira parlamentar tetraplégica da cidade e teve atuação voltada à defesa de pessoas com deficiência e grupos em vulnerabilidade.
  • Em 2003, ficou tetraplégica após ser atingida por bala perdida dentro da universidade no Rio Comprido.
  • No Legislativo, teve mais de cento e cinquenta fiscalizações e projetos aprovados no primeiro mandato; em 2020 recebeu cerca de dezesseis mil votos e foi primeira suplente; em 2022 foi deputada federal suplente com mais de trinta e um mil votos, retornando à Câmara Municipal em 2023.
  • A Prefeitura do Rio decretou luto oficial de três dias e autoridades destacaram o legado de inclusão e defesa dos direitos.

Luciana Novaes (PT) morreu nesta segunda-feira (27), aos 42 anos, em decorrência de internação com protocolo de morte cerebral acionado. A vereadora do Rio de Janeiro era referência por sua atuação voltada à inclusão.

Primeira parlamentar tetraplégica da cidade, Luciana dedicou a vida política à defesa de pessoas com deficiência e de grupos em vulnerabilidade. Sua trajetória combinou atuação pública com superação de adversidades.

Ato transformou-se em trajetória: em 2003, foi atingida por bala perdida na universidade no Rio Comprido, ficou tetraplégica e dependente de ventilação mecânica. Seguiu estudando, formou-se em Serviço Social e fez pós-graduação em Gestão Governamental.

Ingressou na política em 2016, elegendo-se vereadora do Rio. No primeiro mandato, realizou mais de 150 fiscalizações e aprovou projetos. Em 2020, pela covid-19, não pôde fazer campanha, mas recebeu cerca de 16 mil votos e ficou como primeira suplente. Em 2022 disputou vaga de deputada federal, obtendo mais de 31 mil votos e tornando-se segunda suplente e segunda mulher mais votada do PT no estado. Em 2023 retornou à Câmara Municipal.

Ao longo de quase duas décadas, participou da elaboração de quase 200 leis voltadas à inclusão de pessoas com deficiência, idosos e populações vulneráveis.

Repercussões

A Câmara Municipal do Rio divulgou nota de pesar destacando a trajetória de Luciana no serviço público, com foco em perseverança e dedicação. O prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) afirmou que sua atuação construiu uma cidade mais inclusiva e deixou um legado.

Marcelo Freixo (PT-RJ) elogiou a transformação da dor em luta pelos direitos das pessoas com deficiência e de toda a população. Deputadas Talíria Petrone (PSOL-RJ) e Benedita da Silva (PT-RJ) ressaltaram a importância de sua atuação pela inclusão.

Tiago Santana, secretário do Ministério da Igualdade Racial, ressaltou que Luciana deixa legado ligado à defesa de causas sociais e à promoção da igualdade. A homenagem uniu representantes de diferentes vertentes políticas.

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