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PF, Receita e MPF investigam esquema de corrupção bilionário no Porto do Rio

Operação Mare Liberum mira esquema de propina no Porto do Rio; afastamentos de 17 auditores e 8 analistas, bloqueio de bens e apuração de corrupção, contrabando e lavagem

Operação Mare Liberum: esquema de corrupção tem prejuízo estimado de meio bilhão de reais. 28/04/2026
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  • Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público Federal deflagraram a Operação Mare Liberum contra esquema de propinas no Porto do Rio de Janeiro; são cumpridos 45 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.
  • A Justiça determinou o afastamento de 17 auditores fiscais e oito analistas tributários, além de bloqueio de bens e restrição de atividades profissionais; nove despachantes também foram impedidos de atuar no porto.
  • Os investigados podem responder por corrupção, associação criminosa, contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro; novas acusações podem surgir durante as diligências.
  • As investigações começaram em 2022, a partir de denúncias de servidores; quase 17 mil declarações de importação entre julho de 2021 e março de 2026 apresentaram irregularidades, com prejuízo estimado em meio bilhão de reais.
  • O esquema envolvia funcionários, despachantes e importadores, com desembaraço de contêineres e divergências entre produtos importados e declarados, apontando possível supressão de tributos.

A Polícia Federal, a Receita Federal e o Ministério Público Federal deflagraram nesta terça-feira a Operação Mare Liberum, visando um esquema de propinas no Porto do Rio de Janeiro. Ao todo, são 45 mandados de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e no interior, incluindo a Superintendência da Receita e as alfândegas do Porto e do Galeão.

As ações cumprem ordens de afastamento de 17 auditores fiscais e oito analistas tributários, além do bloqueio de bens e de restrições de atividade profissional contra os investigados. Nove despachantes também tiveram atuação impedida no Porto. As investigações apontam responsabilidade de agentes públicos, despachantes e importadores.

A operação conta com apoio da Corregedoria da Receita Federal e do Gaeco do MPF. O início ocorreu a partir de denúncias de servidores recebidas em 2022. Foram identificadas quase 17 mil declarações de importação entre julho de 2021 e março de 2026 com indícios de irregularidades.

O relatório preliminar aponta o pagamento de propina e prejuízo estimado em cerca de meio bilhão de reais. O esquema envolve desembaraço de contêineres, com mercadorias que não passavam pela fiscalização documental e física obrigatória. Divergências entre produtos importados e declarados também aparecem nas apurações.

Entre as irregularidades, há indícios de supressão de tributos e de falhas no processo de fiscalização que deveriam ocorrer no Porto de amor a entrada e saída de mercadorias. As diligências continuam para esclarecer a dimensão do esquema e identificar demais envolvidos.

A investigação envolve ainda cruzamentos de dados entre declarações de importação, notas fiscais e registros aduaneiros. Não houve informações sobre prisões até o momento, apenas medidas cautelares de afastamento e bloqueio de bens. O andamento das diligências pode gerar novas acusações.

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