- Simone Tebet confirma candidatura ao Senado por São Paulo e nega possibilidade de ser vice na chapa de Fernando Haddad.
- Ela afirma que o cansaço com o presidente Lula deve ficar para depois das eleições e que o governo é de centro com frente ampla.
- Tebet diz ser mais liberal e fiscalista que Lula e Haddad, e que disputará o Senado para dialogar com eleitores indecisos.
- O pleito paulista é visto como estratégico; o PT avalia nomes como Marina Silva e Márcio França para compor a chapa, mas Tebet não confirma posição de vice.
- A entrevista aborda relação com o agronegócio, MST, reforma agrária e a percepção de que Lula não é de esquerda, mas de centro, com políticas de centro e centro-direita em segmentos como o agronegócio.
Simone Tebet desembarcou em São Paulo para confirmar a candidatura ao Senado pelo PSB, ampliando o radar político do estado. A pré-candidata afirmou que não há chance de disputa à vice na chapa de Haddad e reforçou o interesse pelo Senado.
A ex-ministra do Planejamento de Lula disse que sua presença em SP visa dialogar com eleitores indecisos e demais espectros, mantendo discurso moderado. Ela reforçou que Lula governará com uma frente ampla, mesmo diante de diferenças ideológicas.
Tebet, natural do Mato Grosso do Sul, explicou que não se sente estrangeira em São Paulo, destacando vínculos locais, familiares e atuação econômica no estado. Ela diz apoiar um governo de centro com políticas de equilíbrio fiscal.
O papel de Tebet na chapa e o cenário paulista
A pré-candidata afirmou que o cargo é apenas o Senado e que a composição da lista de senadores para a chapa ainda depende de negociações e pesquisas. Ela afirmou que a vice não compõe a sua candidatura.
Ela também comentou a relação com Haddad, ressaltando que o ex-ministro da Fazenda tem visão prática do Brasil e que a cooperação com o PT pode se dar em bases de responsabilidade fiscal, equilíbrio institucional e diálogo com o interior.
Agro, MST e pauta econômica
Tebet comentou a relação do setor produtivo paulista com o governo federal, destacando que o agronegócio recebe atenção por políticas de apoio, crédito e regulação. Sobre o MST, avaliou que o movimento amadureceu e participa de reformas por meio do diálogo.
Ela defendeu uma reforma agrária orientada por áreas improdutivas e pelo preço justo, mantendo o apoio à agricultura familiar e a continuidade de linhas de financiamento para o setor. Também destacou a importância de políticas públicas para ciência e inovação.
Perspectiva para a eleição e o cansaço com o governo
A candidata reconheceu um eventual cansaço com a gestão de Lula, mas projetou esse desgaste para os próximos meses, afirmando que o momento atual exige foco em resultados positivos, como geração de emprego e melhoria de indicadores sociais.
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