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Antes do ataque durante jantar com Trump, atirador fez selfie com armas

Antes do jantar com Trump, atirador tirou selfie com armas; motivação política é investigada e ele enfrenta acusações federais por tentativa de assassinato

Foto: Divulgação/Departamento de Justiça
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  • O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou uma nova imagem de Cole Tomas Allen, que tentou atirar durante um jantar com a presença de o presidente Donald Trump, no último sábado, 25.
  • Na foto, Allen aparece em uma selfie tirada no espelho de um quarto de hotel, com várias armas junto ao corpo, além de uma faca dentada e uma sacola com munição.
  • Segundo o documento, ele fez a selfie por volta de 20h03 no horário local e, nas trinta minutos seguintes, acessou diversos sites para acompanhar a cobertura do jantar e confirmar a presença de Trump.
  • Allen desceu para o salão de baile, retirou um casaco preto que escondia uma espingarda de ação por bombeamento e passou pelo detector de metais segurando a arma; houve troca de tiros com autoridades e ele foi neutralizado pelo Serviço Secreto.
  • Ele responde por tentativa de assassinato de Trump e outros dois crimes federais relacionados ao uso de arma de fogo, com pena máxima possível de prisão perpeta em caso de condenação; há um texto atribuído a ele que sugere motivação política e alvo órgãos do governo, incluindo o diretor do FBI, Kash Patel.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira, 29, uma imagem de Cole Tomas Allen, suspeito de tentar atirar durante um jantar com a presença de o presidente Donald Trump, no último sábado, 25. A foto mostra Allen em uma selfie tirada no espelho, em quarto de hotel, com várias armas junto ao corpo, além de uma faca dentada e uma sacola com munição.

Os promotores destacaram que a selfie foi tirada por volta das 20h03, horário local. Em seguida, Allen acessou sites para acompanhar a cobertura do jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca e confirmar se Trump estava presente, segundo o documento do DOJ.

Depois, Allen desceu as escadas em direção ao salão de baile, retirou um casaco preto que escondia uma espingarda de bombeamento e passou por detector de metais, segurando a arma com as duas mãos. Ele trocou tiros com as autoridades e foi neutralizado pelo Serviço Secreto. O atirador não entrou no salão, de acordo com as autoridades.

Trump informou, em coletiva na Casa Branca, que um agente do Serviço Secreto foi baleado, mas protegido por colete à prova de balas. O agente foi levado a um hospital e não houve outros feridos, conforme o secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin.

Allen, de Torrance, Califórnia, deverá responder pela tentativa de assassinato de Trump, além de dois crimes federais relacionados ao uso de arma de fogo. A acusação pode render pena de prisão perpeta, caso haja condenação. As demais acusações preveem penas máximas de 10 anos.

Motivações e status processual

Autoridades investigam um texto atribuído a Allen que sugere motivação política e indignação com ações do governo. O bilhete indica que integrantes do governo seriam alvos prioritários, incluindo o diretor do FBI, Kash Patel, segundo o documento apresentado ao acusado pelo juiz federal Matthew J. Sharbaugh.

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