- O Senado rejeitou nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026, a indicação de Jorge Messias para o STF, com 42 votos contrários e 34 favoráveis.
- Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, foi o primeiro governista a comentar, afirmando que a decisão representa uma aliança entre bolsonarismo e chantagem política.
- A rejeição marca a primeira recusa a uma indicação presidencial para o STF em 132 anos, desde 1894, no governo de Floriano Peixoto.
- Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para substituir Luís Roberto Barroso na Suprema Corte.
- Com o resultado, o processo será arquivado e Lula precisará enviar uma nova indicação, que passará por nova análise de currículo, sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e votação no plenário.
O ministro Guilherme Boulos (PSOL-SP) lançou sua leitura sobre a rejeição do Senado à nomeação de Jorge Messias para o STF, ocorrida na quarta-feira (29 abr 2026). A rejeição foi de 42 votos contra 34 a favor.
Messias era indicado pelo presidente Lula (PT) para ocupar a vaga deixada pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso. O episódio marca o rompimento entre o governo e parte da base no Senado.
A derrota ocorreu mesmo após o Planalto ter mobilizado cerca de R$ 13 bilhões em emendas neste ano para garantir apoio fiel à indicação. O tema gerou forte resistência entre senadores independentistas.
Com o arquivamento do processo, o presidente precisa enviar outra indicação ao Senado. O novo nome passará por análise de currículo, sabatina na CCJ e votação no plenário.
Analistas ressaltam o impacto político da derrota, que poderá abrir espaço para novas negociações sobre a composição do STF e o alinhamento entre Poder Executivo e Legislativo.
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