- Câmara instala comissão especial para discutir o fim da escala 6X1; a sessão de hoje elegeu Alencar Santana (SP) para presidir o colegiado.
- O relator será Leo Prates (Republicanos-BA); a comissão tem 38 titulares, 38 suplentes e uma vaga extra para rodízio entre bancadas.
- Serão analisadas duas propostas de redução da jornada, que vão de 44 horas para 36 horas semanais, com fim da escala 6X1, em estágio gradual.
- Para seguir ao plenário, as Propostas de Emenda à Constituição precisam de 308 votos em dois turnos; Motta quer votar ainda em maio.
- Perfil dos responsáveis: Alencar Santana é advogado e vice-líder do governo, e Leo Prates é engenheiro ex-secretário de saúde de Salvador; ambos defendem redução sem reduzir salários.
A Câmara dos Deputados instalou hoje uma comissão especial para analisar a possível extinção da escala 6×1 de trabalho no Brasil. A sessão inaugural definiu a presidência do colegiado, com Alencar Santana (PT-SP) escolhido para comandar os trabalhos. O grupo deve avaliar propostas de redução da jornada semanal.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), indicou Leo Prates (Republicanos-BA) como relator. Santana e Prates foram escolhidos ontem, após consulta aos líderes partidários. O colegiado terá 38 titulares e igual número de suplentes, com uma vaga extra para rodízio entre bancadas não contempladas.
O objetivo é analisar duas propostas de redução da jornada, apresentadas por Erika Hilton (PSOL-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG). As PECs propõem reduzir a carga de 44 para 36 horas semanais, com a dissolução gradual da escala 6×1. A comissão deve concluir os trabalhos em até três semanas, com no mínimo dez sessões.
Composição e próximos passos
A comissão será a etapa decisiva antes do plenário. Após a análise, as PECs seguirão para votação em dois turnos, exigindo 308 votos para aprovação e envio ao Senado. Motta afirmou a intenção de levar o tema ao plenário ainda em maio para acelerar a tramitação.
Pontos de debate e impactos
O debate deverá tratar de impactos econômicos, regras de transição e compensações para empresas. Parlamentares discutem a redução gradual, efeitos sobre emprego e formalização. A oposição condiciona apoio à adoção de regras de transição.
Posicionamento dos integrantes
Santana é advogado e vice-líder do governo Lula, com histórico de defesa de redução sem corte salarial. Prates, engenheiro, atua como interlocutor entre centrão e setor produtivo, defendendo transição gradual para evitar impacto econômico.
Contexto institucional
Na Comissão de Constituição e Justiça, o relator pediu aprofundamento sobre impactos econômicos e modelo de implementação. O parecer inicial aponta convergência para a redução de horas, desde que haja amadurecimento da proposta e ajustes necessários.
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