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Congresso deve derrubar veto à dosimetria e manter pressão sobre governo Lula

Congresso derruba veto de Lula à dosimetria, provocando segunda derrota do governo em menos de vinte e quatro horas e risco de choque com regras de pena

1 de 1 Davi Alcolumbre - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
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  • Congresso deve derrubar o veto de Luiz Inácio Lula da Silva à Lei da Dosimetria nesta quinta-feira, 30 de abril, o que pode representar a segunda derrota do governo em menos de 24 horas.
  • O veto foi apresentado, em janeiro, após a aprovação do texto que previa ajustes na dosimetria das penas de condenados pela trama golpista de 2022.
  • Oposição defende fatiar o veto, mantendo apenas a parte relacionada à dosimetria e preservando pontos que mudam o cumprimento de penas em outros trechos.
  • O governo resiste ao desmembramento, argumentando que o veto foi apresentado de forma integral e que abriria precedentes.
  • A sessão conjunta de deputados e senadores está marcada para as 10h.

O Congresso Nacional deve derrubar nesta quinta-feira 30/4 o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Lei da Dosimetria. A proposta ampliava a possibilidade de reduzir penas de condenados pela trama golpista após as eleições de 2022. A sessão conjunta de deputados e senadores está marcada para as 10h, em Brasília.

A dosimetria, aprovada pelo Congresso em dezembro de 2024 com ampla margem, previa ajustes na aplicação de penas de crimes relacionados à abolição violenta do Estado Democrático de Direito e ao golpe de Estado. O texto não defendia perdão total, mas reduzia condições de cumprimento para alguns condenados, com apoio do Centrão. Lula vetou integralmente o projeto em janeiro de 2025.

Caso o veto seja derrubado integralmente, o governo pode sofrer uma segunda derrota em menos de 24 horas, após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF. A oposição avalia desmembrar o veto para evitar conflitos entre trechos do projeto, especialmente entre dosimetria e regras de cumprimento de pena.

Acordo em discussão

Segundo apurou o Metrópoles, a oposição discute fatiar o veto para separar a dosimetria do restante do texto. A estratégia busca evitar que dispositivos mais brandos impactem pontos já endurecidos pela Lei Antifação, aprovados recentemente.

A defesa do veto integral sustenta que não seria possível dividir o ato sem criar precedentes regimentais. Integrantes da base de Lula argumentam que o texto foi enviado completo, tornando a separação impraticável sem alteração regulatória. A tramitação pode influenciar o andamento da sessão.

A coordenação entre oposição e governo ocorre por meio do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre. A decisão sobre o formato da análise pode definir o desfecho da sessão e ampliar o desgaste político do Executivo, já conhecido por dificuldades de articulação com o Legislativo.

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