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Erika Hilton chama escala 6×1 de escravização moderna

Erika Hilton classifica escala 6x1 como escravização moderna, destacando o impacto sobre mulheres e a necessidade de reduzir a jornada sem prejuízo salarial

A deputada Erika Hilton (PSOL-SP), durante a instalação da comissão especial na Câmara dos Deputados - (crédito: Vanilson Oliveira / CB / DA Press)
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  • Erika Hilton (PSOL-SP) chama a escala 6×1 de escravização moderna e defende o fim da prática.
  • Comissão especial sobre o tema é instalada na Câmara, com análise da redução da jornada e votação prevista para ainda em maio, em ritmo acelerado.
  • A confecção da proposta prevê duas a três reuniões semanais para levar o texto ao plenário no próximo mês.
  • O presidente da comissão é o deputado Alencar Santana (PT-SP) e o relator será o deputado Léo Prates (Republicanos-BA).
  • Hilton destaca o peso sobre mulheres, que costumam ter dupla ou tripla jornada, e afirma que a redução pode avançar sem prejuízo salarial, com 40 horas semanais em cinco dias inicialmente.

A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) chamou de “escravização moderna” a escala 6×1, durante a instalação da comissão especial que vai discutir a redução da jornada de trabalho na Câmara dos Deputados. A fala ocorreu nesta quarta-feira (29/4).

A comissão inicia os trabalhos com a expectativa de levar o texto ao plenário ainda em maio. Segundo o Correio, a tramitação deve ocorrer de forma acelerada, com duas a três reuniões semanais.

A sessão de hoje definiu a estrutura do colegiado: Alencar Santana (PT-SP) preside e Léo Prates (Republicanos-BA) será o relator. Representantes de empresários, trabalhadores, especialistas e sociedade civil devem ouvir os diversos setores.

Hilton destacou impactos sobre as mulheres, que acumulam trabalho doméstico, e afirmou que a atual escala compromete dignidade e oportunidades de ascensão. Ela mencionou jornadas duplas e mães solo como exemplos.

A parlamentar defendeu a redução sem prejuízo salarial, citando experiências internacionais em que a produtividade não caiu. O texto tramitará de forma gradual, começando com 40 horas semanais em cinco dias, com debate sobre evoluções futuras.

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