- O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias, chefe da Advocacia-Geral da União, ao STF, com 34 votos a favor e 42 contra, sendo centro de uma derrota histórica para o governo.
- Messias afirmou que houve uma campanha de desconstrução de sua imagem e disse que o governo sabe quem articulou a derrota.
- Nas coxias, strong suspeita de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, atuou para consolidar a derrota.
- A vaga no Supremo foi aberta após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, em outubro do ano passado.
- O Planalto deve recalibrar a indicação, já que a derrota é um recado difícil ao governo e ao STF; historicamente, rejeições presidenciais ao STF são raras, ocorrendo pela última vez em mil oitocentos e noventa e quatro.
O Senado rejeitou nesta quarta-feira (29) a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. A sessão ocorreu em Brasília, com votação que terminou 34 votos a favor e 42 contrários, abaixo dos 41 necessários para a aprovação. A decisão abre espaço para o presidente Lula indicar outro nome para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, aposentado em outubro do ano passado.
Messias, chefe da Advocacia-Geral da União, agradeceu os votos favoráveis, mas criticou os contrários. Em coletiva, afirmou que houve divulgação de mentiras contra sua imagem e que o governo sabe quem organizou a oposição à indicação. O episódio é considerado histórico, pela rejeição a uma indicação presidencial ao STF pela primeira vez desde o século XIX.
Bastidores e leitura institucional
Nos bastidores, a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, é apontada como fator decisivo para a derrota. A análise interna aponta que a articulação ocorreu ao longo de semanas, influenciando a tramitação da sabatina e do voto no plenário. A vaga foi aberta após a aposentadoria de Barroso.
O episódio representa um revés político para o governo, com leituras diversas entre parlamentares. A oposição comemorou o resultado, destacando o peso da decisão para o equilíbrio entre Poderes. Não houve confirmação de novas datas para uma eventual indicação futura pelo presidente.
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