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Ministro afirma que Lula vê derrota de Messias como natural em democracia

Lula vê derrota de Messias no STF como natural na democracia; governo afirma que relação com Alcolumbre não foi comprometida pela votação

Presidente Lula (PT) conversa com o advogado-geral da União, Jorge Messias
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  • O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF por 42 votos a 34, configurando a primeira derrota para o governo nesse formato desde 1894.
  • O ministro Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação da Presidência, afirmou que Lula está tranquilo com o resultado e que o processo é parte do funcionamento democrático.
  • Messias tinha sido aprovado na CCJ em votação apertada, 16 a 11, após sabatina que durou mais de oito horas.
  • O governo negou que haja rompimento na relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre; aliados apontaram fatores políticos, e Alcolumbre afirmou não ter atuado contra a indicação.
  • A vitória no plenário ocorreu mesmo com a maioria de senadores já recebendo visitas e contatos para apoiar Messias, sem atingir o apoio necessário.

O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF, na sessão desta terça-feira, 22 de abril de 2026. A votação final foi de 42 votos contra 34, impedindo o nome do advogado-geral da União de assumir o cargo. O resultado ocorreu após a sabatina na CCJ ter apresentado 16 votos a 11 a favor, com mais de oito horas de debate.

O presidente Lula manifestou apoio ao pleito, mas o plenário não aprovou a indicação. Sidônio Palmeira, ministro da Secom, disse à coluna que Lula está tranquilo com o desfecho. A presidente da sessão destacou que o processo segue o caminho institucional previsto no sistema democrático.

Relação com o Senado

Informação de que o governo considera a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, comprometida, não procede, segundo a avaliação oficial. A negativa chega após relatos de que aliados do governo teriam visto a atuação de Alcolumbre como decisiva para o resultado desfavorável.

Alcolumbre é apontado por aliados do governo como defensor de outro nome para a vaga, embora ele negue ter atuado contra Messias. O senador é considerado um dos principais fiadores da derrota, ainda que tenha dito não ter trabalhado contra a indicação.

Contexto institucional

A derrota marca uma das poucas rejeições a um indicado de presidente ao STF desde a redemocratização. A votação de Messias ocorreu após o governo ter encaminhado a indicação ao Senado, que aprova ou rejeita o nome, conforme o rito constitucional vigente.

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