- Moraes defendeu a continuidade do inquérito das fake news para enfrentar ataques coordenados ao Judiciário, em relatório sobre os atos de 8 de janeiro de 2023 divulgado em 29 de abril de 2026.
- O documento afirma que a investigação ampliou sua atuação para englobar todas as investidas de notícias fraudulentas que atingem a segurança do Supremo Tribunal Federal.
- O ministro ressaltou que houve identificação de um “modus operandi” de um grupo político que se transformou em organização criminosa, com ações contra o STF, o TSE e o sistema eleitoral.
- O relatório aponta cerca de mil pessoas investigadas e 850 condenadas relacionadas aos acontecimentos de 8 de janeiro, sendo Jair Bolsonaro condenado a 27 anos e 3 meses de prisão.
- Ao todo, somam-se 1.402 sanções, com multas, penas de diversas durações e desdobramentos para réus vinculados aos atos antidemocráticos.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, defendeu a continuidade do inquérito das fake news para combater ataques coordenados ao Judiciário. O relatório sobre os atos de 8 de janeiro de 2023 aponta que a atuação da investigação se ampliou para abranger notícias fraudulentas que atingem a segurança da Corte.
Publicado nesta quarta-feira (29.abr.2026), o documento surge em meio a críticas sobre a duração do inquérito, que completou 7 anos em março. Internamente, há defensores da manutenção do instrumento para proteção das instituições.
Moraes sustenta que a validade constitucional do inquérito foi reconhecida e que ele permitiu identificar o modus operandi de um grupo político que se tornou organização criminosa. O ministro ressalta atuação para coibir ataques à Justiça.
Segundo o relatório, os réus condenados por golpe de Estado atuavam com ataques virtuais a opositores, ataques a instituições, ataques ao sistema eleitoral e tentativa de tomada violenta do poder.
Dados do relatório
O documento intitulado Democracia Inabalada traz o registro de 1258 investigações ligadas aos atos que culminaram na invasão aos prédios dos Três Poderes. Ao todo, 850 pessoas foram condenadas pela relação com o 8 de janeiro.
A pena máxima anunciada envolve Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão. O conjunto de sanções soma 1.402 condenações, distribuídas entre diferentes regimes e patamares de pena.
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