- Roberta Santana, mulher trans, formalizou ocorrência na Decradi contra a atriz Cássia Kis por injúria por preconceito motivada por transfobia, após episódio no banheiro feminino do Barra Shopping, no Rio de Janeiro, na sexta-feira anterior (24 de abril de 2026).
- Ela afirma ter sido alvo de ataques transfóbicos enquanto utilizava o banheiro, gravou parte do ocorrido em vídeo e o material teve milhares de visualizações nas redes.
- Segundo Roberta, Kis teria dito que “o Brasil estava perdido” por ter “homem” no banheiro; Roberta apresenta documento retificado como mulher.
- A atriz já enfrentou outras ações por declarações homofóbicas; há ações em tramitação tanto na justiça estadual quanto federal, envolvendo preconceito contra pessoas trans, além de ações movidas pelo Grupo Arco-Íris.
- O caso gerou reação de congressistas e apoiadores das causas trans, com apoio presencial a Roberta e debates sobre uso de banheiro; a deputada Erika Hilton manifestou-se sobre o tema.
O caso envolve uma denúncia de transfobia registrada por Roberta Santana, mulher trans, contra a atriz Cássia Kis. O registro ocorreu na Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) na segunda-feira, 27 de abril de 2026, envolvendo fato ocorrido na sexta-feira anterior, 24 de abril, no banheiro feminino do Barra Shopping, na zona sul do Rio de Janeiro, onde Roberta trabalha como auxiliar de restaurante.
Segundo Roberta, o episódio ocorreu no banheiro do shopping, com insultos transfóbicos proferidos pela atriz. Ela afirma que houve agressões verbais ao sair de uma cabine, com questionamentos sobre sua presença no espaço. O relato também descreve que Cássia Kis afirmou não frequentar o banheiro de homens, e que Roberta, como mulher trans, apresenta documentação retificada.
Roberta Santana também atua como atriz e gravou parte do momento em vídeo, cujo uso nas redes atingiu milhares de visualizações. A vítima diz que ficou exposta a ataques assim que entrou no local, com a sequência de falas ofensivas acompanhando o andamento da passagem pelo banheiro.
Reação pública e ações judiciais
A acusação envolve injúria por preconceito motivada por transfobia. Além da denúncia criminal, existem ações civis e de indenização em tramitação: uma ação federal na 2ª Vara do Rio de Janeiro busca 1 milhão de reais por preconceito contra pessoas trans; outra ação, movida pelo Grupo Arco-Íris, solicita 250 mil reais.
Políticos comentaram o caso, destacando pautas de direitos de pessoas trans e a necessidade de respeito no uso de espaços públicos. A deputada Erika Hilton, entre outros parlamentares, manifestou apoio aos direitos trans, ressaltando que a discussão não deveria sobrepor direitos básicos. A repercussão também atingiu apoios entre deputados e figuras públicas, com posicionamentos variados sobre o tema.
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