- Em 2022, Lula da Silva venceu Bolsonaro no segundo turno por 2.139.645 votos; jovens entre 15 e 18 anos somam 3.142.166 eleitores, representando 2,01% do eleitorado.
- O pleito de 2026 pode ser influenciado por esse grupo, com prazo até 6 de maio para tirar o título ou regularizar a situação; 15 anos pode votar neste ano desde que complete 16 até o primeiro turno, em 4 de outubro.
- Nos estados, a participação de jovens de 15 a 18 anos é maior no Norte, com Roraima liderando em 4,36%, seguida por Acre, Maranhão, Amapá e Amazonas.
- O Tribunal Superior Eleitoral firmou parceria com o Unicef para incentivar o voto de adolescentes, com campanha nas redes e desafio aos Núcleos de Cidadania do Adolescente (NUCAs) em 2,3 mil cidades.
- Uma pesquisa da Nexus/BTG Pactual mostra que, entre 16 e 24 anos, 37% pretendem votar em Lula, 36% em Flávio Bolsonaro e 7% pretendem branco ou nulo, com 50% alinhados ao campo de direita somando outros candidatos.
A eleição presidencial de 2022 foi decidida por uma diferença de 2.139.645 votos, favoráveis a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno. A participação de jovens foi determinante, já que entre 15 e 18 anos o país soma 3.142.166 eleitores, segundo dados do TSE de 1º de abril de 2026, o público que pode influenciar o pleito de 2026.
Essa faixa etária representa 2,01% do eleitorado brasileiro. O número de jovens aptos a votar pode aumentar até outubro, quando ocorre a eleição, e o prazo final para tirar o título ou regularizar a situação é 6 de maio. Jovens de 15 anos podem, desde que completem 16 até o primeiro turno, votar neste ano.
A participação juvenil varia por estado, com maior expressão na região Norte. Em cinco estados, a proporção de eleitores entre 15 e 18 anos é mais significativa; quatro deles estão na região Norte. A lista abaixo mostra a participação relativa de jovens no eleitorado total por estado.
Jovens em números
- Roraima: 4,36%
- Acre: 3,95%
- Maranhão: 3,71%
- Amapá: 3,68%
- Amazonas: 3,67%
- Tocantins: 3,49%
- Rondônia: 3,22%
- Pará: 3,06%
- Piauí: 3,04%
- Mato Grosso: 2,93%
- Alagoas: 2,89%
- Ceará: 2,74%
- Paraíba: 2,58%
- Pernambuco: 2,48%
- Sergipe: 2,47%
- Rio Grande do Norte: 2,38%
- Bahia: 2,12%
- Mato Grosso do Sul: 1,98%
- Goiás: 1,95%
- Paraná: 1,85%
- Minas Gerais: 1,73%
- Santa Catarina: 1,70%
- Espírito Santo: 1,55%
- Distrito Federal: 1,44%
- São Paulo: 1,39%
- Rio de Janeiro: 1,30%
- Rio Grande do Sul: 1,28%
Campanha para incentivar o voto jovem
Para estimular a obtenção do título entre 16 e 17 anos, o TSE firmou parceria com o Unicef. A iniciativa busca ampliar a participação juvenil no pleito de 2026. Uma campanha de alcance nacional está em redes sociais desde abril, com desafio aos Núcleos de Cidadania do Adolescente (NUCAs) em mais de 2,3 mil cidades. Os melhores resultados devem render visitas técnicas ao TSE em Brasília.
Apoiadores destacam que o título de eleitor facilita a inclusão de demandas específicas da juventude no calendário eleitoral. Gabriela Mora, especialista do Unicef, afirma que essa parcela enfrenta vulnerabilidades em saúde mental, violência, educação, mobilidade e clima, e que votar reforça a participação cidadã.
Cenário eleitoral entre jovens
Uma pesquisa da Nexus/BTG Pactual, divulgada recentemente, mostra tendência de apoio entre 16 a 24 anos voltado ao campo da direita. No primeiro turno, 37% dos jovens declararam voto em Lula, 36% em Flávio Bolsonaro, totalizando 50% quando somados os candidatos da direita na faixa.
A lista de intenções de voto entre 16 e 24 anos fica assim:
- Lula (PT): 37%
- Flávio Bolsonaro (PL): 36%
- Renan Santos (Missão): 9%
- Augusto Cury (Avante): 5%
- Romeu Zema (Novo): 3%
- Cabo Daciolo (Mobiliza): 1%
- Ronaldo Caiado (PSD): 1%
- Aldo Rebelo (DC): 0%
- Branco/Nulo: 7%
Como tirar o título de eleitor
O alistamento para votar neste ano deve ser concluído até 6 de maio. O TSE oferece o autoatendimento online para requerer o título, com envio de documentos, preenchimento de dados e uma foto tipo selfie.
Documentação exigida para obter o título
- Documento oficial de identificação (frente e verso, quando aplicável).
- Comprovante de vínculo com o município (residencial, familiar, profissional ou comunitário).
- Comprovante de quitação de débitos com a Justiça Eleitoral, se houver.
- Comprovante de quitação militar (para homens nascidos entre 1º de janeiro e 31 de dezembro do ano em que completarem 19 anos).
Após a análise da Justiça Eleitoral, o título pode ser emitido e acessado pelo aplicativo e-Título. Em alguns casos, pode ser necessária a presença em cartório para complementar dados, inclusive com biometria. Também é possível comparecer a uma zona eleitoral para o atendimento presencial.
Metodologia da pesquisa citada: a Nexus entrevistou 2.028 pessoas entre 24 e 26 de abril, com margem de erro de 2 pontos percentuais e confiança de 95%. A pesquisa para presidente foi contratada pelo BTG Pactual. Registro no TSE: BR-01075/2026.
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