- O relator da PEC que pretende acabar com a escala de trabalho 6×1, deputado Leo Prates, afirmou que não há preço caro demais para reduzir as jornadas dos trabalhadores.
- Prates disse que não há impactos relevantes ao poder público ou à economia que justifiquem manter a escala 6×1, destacando o benefício social.
- A fala ocorreu durante a instalação da comissão especial da Câmara para analisar a proposta, com votação prevista até o dia 26 de maio.
- Parlamentares contrários alertaram sobre riscos para setores como turismo e serviços, enquanto associações do setor produtivo já se posicionaram contra a medida.
- A comissão foi instalada com Alencar Santana (PT-SP) como presidente e Leo Prates como relator; o governo federal avaliou positivamente a escolha.
O relator da PEC que propõe acabar com a escala de trabalho 6×1, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), afirmou nesta quarta-feira que não há preço caro demais para reduzir as jornadas dos trabalhadores. Ele disse que os impactos ao poder público e à economia não superam o benefício social da medida.
Prates discursou durante a instalação da comissão especial que vai analisar a proposta na Câmara dos Deputados. Ele indicou que seu parecer defenderá mudanças nas regras trabalhistas e que a votação no colegiado deve ocorrer até 26 de maio.
Durante a sessão, defensores da manutenção da 6×1 reiteraram preocupações com efeitos econômicos, citando setores como turismo e serviços. Associações do setor produtivo, além de federações da indústria e a CNC, também manifestaram oposição à mudança.
Discurso do relator
Prates abriu o discurso em tom de referência apartidária e afirmou que, na comissão, não existem divisões ideológicas. Ele agradeceu ao presidente da Câmara, Hugo Motta, pela indicação ao cargo, e aos membros pela confiança na escolha.
O deputado ressaltou que a defesa da família está conectada à redução da jornada, argumentando que a escala 6×1 prejudica empresas e famílias. Afirmou ainda que o fim da escala é prioridade para o grupo que integra.
Composição e votação da comissão
A Câmara instalou a comissão com 38 titulares e igual número de suplentes. Alencar Santana (PT-SP) foi confirmado como presidente; Leo Prates, como relator. Motta anunciara a escolha na véspera.
O grupo é majoritariamente composto por representantes de PT, PCdoB e PV, com espaço menor para a direita. A definição do texto seguirá para o plenário, onde deverá tramitar antes de qualquer aplicação prática.
Contexto e próximos passos
A avaliação sobre a PEC envolve impactos financeiros potenciais da eliminação da escala 6×1. Observadores destacam que o tema impacta setores variados e pode influenciar a economia nacional. O governo federal manifestou apoio à escolha de Prates como relator.
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