- Republicanos da Flórida aprovaram um novo mapa eleitoral do Congresso com o objetivo de virar quatro cadeiras atualmente ocupadas por democratas, ampliando a vantagem para 24 de 28 distritos.
- A Câmara estadual aprovou o projeto por 83 a 28 e o Senado, por 21 a 17, com protesto da deputada democrata Angie Nixon, que discursou com megafone.
- A votação ocorre dias depois de uma decisão histórica da Suprema Corte dos EUA sobre direitos de voto, citada por DeSantis para justificar o redesenho, e o mapa já enfrenta contestações na Justiça.
- Críticos questionam se o mapa respeita a proibição constitucional de gerrymandering e prometem ações legais; aliados afirmam que o desenho tem fundamentos jurídicos.
- O movimento faz parte de uma rodada nacional de redistritamento após o censo, com impactos potenciais na disputa pela Câmara em novembro, quando democratas precisam conquistar três cadeiras republicanas para tomar o controle.
Republicanos da Flórida aprovaram nesta quarta-feira um novo mapa eleitoral para o Congresso, com o objetivo de conquistar quatro vagas que hoje são ocupadas por democratas. O projeto, elaborado pelo gabinete do governador Ron DeSantis, aumenta a vantagem republicana em 24 das 28 cadeiras do estado, ante a configuração atual de 20 a 8.
A Câmara estadual aprovou o texto por 83 votos a 28 e o Senado, por 21 a 17, em sua maioria alinhado com o governo. Durante a sessão, a deputada Angie Nixon, da oposição, percorreu o plenário com um megafone para acusar violação à Constituição estadual.
Movimentos e fundamentos do redesenho
A votação ocorreu pouco depois de a Suprema Corte dos EUA registrar uma decisão histórica sobre direitos de voto, que pode permitir revisões em cadeias de distritos. DeSantis citou esse contexto ao justificar o redesenho do mapa.
Durante o debate, democratas questionaram a compatibilidade do mapa com a proibição de traçar distritos com benefício partidário, prática conhecida como gerrymandering. Eles anunciaram que pretendem levar o caso à Justiça.
Reações e perspectivas
Advogados de DeSantis sustentam que o mapa possui bases legais sólidas e devem ser mantido pela Justiça estadual. A oposição, no entanto, vê risco de cenários mais competitivos em distritos antes amplos para o Partido Republicano.
O movimento integra uma ofensiva nacional de redistritamento que ganhou impulso após apoio público de figuras do Partido Republicano dos EUA. Em Virginia, por exemplo, o resultado ainda está sob avaliação judicial. Dessa vez, os democratas evaluam possibilidades de contestação jurídica.
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