- O senador Márcio Bittar acusou Caetano Veloso de ter participado de guerrilha e de ter usado armas durante a ditadura, durante a sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
- A fala ocorreu no contexto de defesa da anistia para atos de 8 de janeiro.
- O senador Otto Alencar corrigiu, afirmando que Caetano nunca empunhou armas e que sua atuação foi musical, não armada.
- Caetano Veloso agradeceu Otto Alencar nas redes sociais por desfazer a suposta “fake news” e disse ter horror a armas.
- Caetano afirmou que se apoia no violão, na palavra e na canção para expressar suas ideias.
Durante a sabatina de Jorge Messias na CCJ do Senado, o senador Márcio Bittar acusou Caetano Veloso de ter participado da guerrilha durante a ditadura e de ter usado armas. A fala ocorreu em defesa de uma possível anistia aos envolvidos nos atos do regime.
Bittar alegou que, segundo ele, as pessoas defendiam a implantação de regimes autoritários e teriam aderido à guerrilha urbana e rural, cometendo mortes e linchamentos. A declaração foi recebida com críticas de opositores e de Caetano Veloso, que não concorda com a acusação.
Em seguida, Otto Alencar corrigiu o argumento e afirmou que Caetano Veloso nunca empunhou armas; o artista utiliza a música como sua bandeira. Nas redes, Veloso agradeceu pela restauração da verdade e reiterou que tem horror a armas, destacando o uso do violão como instrumento de atuação.
Correção de versão
Caetano Veloso ressaltou em mensagem pública que não houve envolvimento com armas, conforme apontado pela fala original. Em participação recente, o cantor enfatizou o compromisso com a música, a palavra e a canção como pilares de sua atuação.
Ao comentar a retratação, o senador Otto Alencar afirmou que a versão correta da história não aponta envolvimento de Veloso com ações armadas. A defesa do artista reforçou a importância de evitar acusações infundadas em sabatinas.
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