- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse ter apenas dado sua opinião ao líder do Governo sobre o placar da votação que rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF.
- A TV Senado captou áudio em que Alcolumbre cochicha para Jaques Wagner que o resultado seria “vai perder por oito”.
- Messias recebeu 34 votos, insuficientes para a aprovação, já que eram necessários 41 votos.
- Alcolumbre era contrário à indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga no STF.
- O episódio sugere que Alcolumbre acompanhava de perto como cada aliado votaria e teria participado do caminho do processo.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou, por meio de nota, ter apenas dado sua opinião ao líder do Governo, Jaques Wagner (PT-BA), sobre o provável placar da votação que rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF. A declaração foi publicada na quarta-feira (29 abr 2026).
Segundo a assessoria de imprensa, Alcolumbre participou do diálogo ao longo das avaliações sobre o resultado e a nota ressalta a experiência do presidente da Casa em votações. A fala reiterou que não houve orientação além da avaliação compartilhada com o líder do Governo.
A TV Senado divulgou uma gravação de conversa entre Alcolumbre e Wagner, captada em condição reservada. Nas imagens, pouco antes da divulgação do resultado, o senador amapaense comenta que o placar seria de derrota. A votação terminou com Messias recebendo 34 votos a favor, 7 a menos do que o necessário.
Gravação e desdobramentos
A expectativa sobre o voto de Messias vinha de semanas de expectativa entre parlamentares. A rejeição reforçou a posição do Planalto quanto à indicação para o Supremo Tribunal Federal, que havia sido anunciada no final de 2025 pelo presidente Lula.
Apesar de a percepção pública ter sido de possível alinhamento entre Senado e governo, o vídeo evidencia que Alcolumbre tinha conhecimento de como as bases estavam votando. A gestão do processo, segundo apurações, envolveu a articulação de aliados ao longo dos dias anteriores.
Até o momento, não houve manifestação pública de condenação ou apoio diferentes por parte de Alcolumbre. O episódio coloca em foco a leitura de cenários e o papel do presidente da Casa na condução de votações relevantes.
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