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Celso de Mello afirma que Senado cometeu grave equívoco ao rejeitar Messias

Celso de Mello classifica a rejeição do Senado a Messias como grave equívoco institucional e injustificável, em desacordo com a trajetória da Advocacia-Geral da União

José Celso de Mello Filho atuou como ministro no Supremo Tribunal Federal entre 1989 e 2020
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  • O ministro aposentado do STF Celso de Mello disse que o Senado cometeu grave equívoco institucional ao rejeitar a indicação de Jorge Messias para a Corte.
  • Ele classificou a votação como injustificável e afirmou que o entendimento não está de acordo com a trajetória profissional do advogado-geral da União.
  • Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a vaga deixada pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, mas recebeu apenas 34 votos favoráveis.
  • A decisão ocorreu no plenário do Senado na noite de quarta-feira, tornando Messias o primeiro indicado a ser rejeitado em 132 anos.
  • O episódio é visto como revés ao governo e pode abrir novas disputas pela vaga no Supremo, mantendo o debate sobre o equilíbrio entre os Poderes.

O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para ministro do STF, apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A votação ocorreu nesta quarta-feira (29) no plenário da Casa.

Celso de Mello, ministro aposentado do STF, classificou a decisão como grave equívoco institucional e afirmou que o entendimento adotado não condiz com a trajetória do advogado-geral da União. Ele ressaltou que Messias atende aos requisitos constitucionais para a vaga.

Segundo Mello, não havia causa legítima para recusar a indicação, destacando que Messias é jurista experiente e comprometido com os valores do Estado Democrático de Direito. A avaliação do ex-ministro foi divulgada em nota à imprensa.

A recusa ocorreu após Messias receber apenas 34 votos favoráveis, tornando-se o primeiro indicado a ser rejeitado em 132 anos de história do Senado. A decisão devolve a escolha ao presidente Lula para uma nova escolha.

O desfecho amplia o cenário político envolvendo o preenchimento da vaga deixada pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso e pode influenciar novas indicações ao STF. Fachin afirmou que respeita a decisão e aguarda o preenchimento da vaga com serenidade.

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