- Congresso analisa o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PL da Dosimetria nesta quinta-feira, às 10h.
- O projeto altera regras do Código Penal e da Lei de Execução Penal para reduzir penas conforme o tipo de condenação, incluindo casos de golpes de Estado.
- Em contextos de multidão, a pena pode ser reduzida de um terço a dois terços para quem não teve papel de liderança nem participou do financiamento.
- A dosimetria prevê flexibilizar a progressão de regime, sugerindo que condenados primários por crimes contra o Estado Democrático de Direito cumpram 16 por cento da pena para progredir.
- Se o veto for mantido, o PL fica arquivado; se for derrubado, pode virar lei e o governo pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal.
O Congresso Nacional realiza uma sessão para analisar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei da Dosimetria nesta quinta-feira (30), às 10h. A proposta, apresentada pelo deputado Marcelo Crivella, altera regras de pena e de progressão de regime, buscando reduzir condenações em casos envolvendo atos contra a democracia.
O objetivo do PL é modificar o Código Penal e a Lei de Execução Penal para reduzir o tempo de prisão conforme o tipo de condenação. O veto foi apresentado por Lula, que argumenta inconstitucionalidade e afirma que a medida poderia incentivar crimes contra a ordem democrática.
Contexto do veto e possíveis desdobramentos
A sessão envolve a análise do veto e, se mantido, o projeto fica arquivado. Caso seja derrubado, o texto pode se tornar lei de imediato, sujeitando o governo a recorrer ao STF para contestação.
O tema tem relação com condenações já julgadas ou pendentes da trama golpista de 8 de janeiro de 2023. Entre os casos em avaliação está o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por organização criminosa e tentativa de derrubar o Estado.
Quais mudanças o PL propõe
O texto determina que, em contextos de golpe de Estado ou abolição violenta do Estado Democrático de Direito, apenas a pena mais grave seja somada. Em eventos envolvendo multidões, a pena pode ser reduzida de um terço a dois terços, desde que o condenado não tenha liderança nem participação no financiamento dos atos.
A flexibilização da progressão de regime também seria ampliada, com a redução do percentual obrigatório para progredir entre regimes. Para condenados primários em crimes contra o Estado democrático, a progressão poderia ocorrer com 16% do cumprimento da pena.
Análise jurídica e próximos passos
O estudo da Câmara aponta que a derrubada do veto pode impactar trechos da Lei Antifacção, uma vez que ambos os textos tratam da progressão de regime e dos prazos legais. Se o veto for mantido, o projeto não avança; se derrubado, pode se tornar lei, sujeita a questionamentos constitucionais no STF.
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