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Derrota de Messias circula em jantar na casa de Moraes

Derrota de Messias circulou em jantar na casa de Moraes, com Alcolumbre, Pacheco e ministros do STF, influenciando a indicação ao Supremo

Rodrigo Pacheco e Davi Alcolumbre — Foto: Roque de Sá/Agência Senado
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  • Circulou na véspera, em jantar na casa do ministro Alexandre de Moraes, a notícia da derrocada do ministro Jorge Messias, da AGU.
  • O encontro, que reuniu Davi Alcolumbre, Rodrigo Pacheco e outros integrantes do Judiciário e do governo, ocorreu na segunda-feira, 27 de abril, segundo relatos.
  • O governo, incluindo Lula, soube da possibilidade de afastamento de Messias após o jantar, e a articulação para rejeitar o nome teria começado já naquela semana.
  • Houve sugestão de que Moraes e Alcolumbre teriam articulado para o episódio, com participação de ministros do STF e autoridades do governo, embora a assessoria de Moraes negue envolvimento conjunto com Alcolumbre.
  • Comentários sobre o caso do Banco Master foram mencionados no evento, e fontes governistas afirmam que esse tema pesou na percepção de rejeição de Messias; Pacheco é alvo de desconfianças entre alguns aliados.

O governo federal avalia que o destino do ministro Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União, estava próximo de ser definido desde terça-feira, 28 de abril. Naquela noite, circulou a notícia de uma possível derrocada em um jantar na casa do ministro Alexandre de Moraes, do STF. O encontro reuniu o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e Rodrigo Pacheco, além de convidados do Judiciário e do governo.

O tema ganhou força após a notícia de rejeição de Messias a uma vaga no STF. A articulação seria iniciada já na segunda-feira, 27 de abril, segundo auxiliares do governo, apesar de esforços de José Guimarães para manter votos a favor.

Detalhes do jantar

Segundo narrativas de fontes, o evento foi organizado por Moraes para homenagear o novo ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio, Márcio Elias Rosa, e o ex-secretário de Segurança Pública Mário Sarrubbo. Participaram ministros do STF, o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entre outros.

Confirmaram presença ao Valor: Moraes, Zanin, Gilmar Mendes, Lewandowski, Andrei Rodrigues e Paulo Gonet, além de convidados ligados ao governo. A assessoria do STF confirmou a organização do jantar e a participação de diversas pessoas ligadas ao homenageado.

Repercussões políticas

Relatos de interlocutores do governo indicam que o clima foi de confraternização, com desmentidos sobre rumores de derrocada de Messias no dia seguinte. Contudo, relatos de alguns presentes mencionam a expectativa de que a quarta-feira pudesse trazer novidades significativas no Senado.

Pessoas próximas a Alcolumbre e Moraes mencionaram que o tema das fraudes no Banco Master, envolvendo ministros do STF e lideranças políticas, também foi discutido. A origem das investigações ligadas ao fundo Amprev é citada como elemento que pode ter influenciado a avaliação sobre Messias.

Outros aspectos da articulação

Fontes governistas apontam que não houve participação direta de Cristiano Zanin nem de Gilmar Mendes na articulação contra Messias, apenas de Moraes. Zanin mostrou simpatia pela indicação de Messias, enquanto Gilmar apoiou Messias na etapa final, mas não esteve presente no jantar para prestigiar o homenageado.

Avaliou-se que Rodrigo Pacheco recebeu apoio de alguns setores, embora houvesse dúvidas sobre o peso de seu voto na urna secreta. A relação entre o presidente da Câmara, Jaques Wagner, e o governo, também alvo de desentendimentos, é citada como aspecto relevante para o processo de indicação.

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