- Pela primeira vez, fontes limpas superaram o gás natural na geração de eletricidade nos EUA durante um mês inteiro, em março, segundo estudo do Think Tank Ember divulgado pelo The Guardian.
- Em 2025 o setor renovável já apresentava crescimento recorde e, em 2026, cerca de noventa e três por cento da nova capacidade elétrica prevista vem de fontes limpas, enquanto apenas sete por cento é de combustíveis fósseis.
- O avanço ocorre apesar da ofensiva política do governo Trump contra o setor, com tentativas de barrar projetos e reverter políticas ambientais, muitas delas bloqueadas pela Justiça.
- Decisões judiciais recentes suspenderam restrições a projetos solares e eólicos em terras federais, e empreendimentos offshore voltaram a avançar.
- Sinais de mudança também aparecem no eleitorado: pesquisa aponta que mais de dois terços dos eleitores republicanos apoiam a energia solar, mesmo com disputas sobre custos energéticos de Trump.
A energia limpa superou o gás pela primeira vez nos EUA, gerando mais eletricidade em março de 2026. Solar e eólica ficaram à frente do gás natural por um mês inteiro, segundo levantamento do Think Tank Ember, divulgado pelo The Guardian. O marco reforça a tendência de 2025 e 2026, com renováveis ganhando espaço.
Os dados mostram que, ao longo de 2025, as renováveis alcançaram recordes de crescimento, e a expansão segue acelerada neste ano. Estima-se que cerca de 93% da nova capacidade elétrica prevista venha de fontes limpas, enquanto apenas 7% corresponda a combustíveis fósseis.
O contexto envolve uma ofensiva política da administração Trump contra renováveis. O governo classifica a energia limpa de golpe e tenta frear projetos e políticas ambientais, com parte das medidas sendo contestada na Justiça. Decisões judiciais têm desbloqueado empreendimentos.
Empreendimentos offshore, antes paralisados, voltaram a avançar diante das medidas suspensas, em meio a decisões federais que restringem mudanças no uso de terras para solar e eólica. O setor passa por um momento de adaptação entre políticas e mercado.
Otimismo de investidores é acompanhado por cautela no Congresso. A retirada de incentivos fiscais por setores republicanos alimenta incertezas, especialmente em áreas rurais, historicamente base de apoio a Trump. Ainda assim, analistas ressaltam ganhos de eficiência.
Empresas do setor destacam que o custo das renováveis caiu e a rápida implantação de baterias amplia confiabilidade. O debate público, antes ideológico, começa a se orientar por aspectos econômicos e de segurança energética.
A volatilidade de preços de petróleo e gás no cenário internacional impulsiona o interesse por alternativas estáveis. Organizações internacionais destacam impulso para renováveis e energia nuclear, com perspectiva de reduzir a dependência de combustíveis fósseis.
No mercado interno, o aumento dos preços da gasolina já altera o comportamento do consumidor. A adesão a veículos elétricos ganha espaço, após anos de negociação entre custo, disponibilidade de infraestrutura e benefícios.
Cenário regulatório e impactos regionais
Em diversas regiões, decisões judiciais e mudanças regulatórias afetam o ritmo de implementação de projetos. A tendência de crescimento das renováveis se mantém, mesmo diante de tensões políticas que buscam frear o setor.
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