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Energia limpa supera gás pela primeira vez nos EUA, pressionando renováveis

Energia limpa supera gás pela primeira vez nos EUA em março, sinal de avanço estrutural do setor, enquanto decisões judiciais freiam políticas fósseis de Trump

Turbinas eólicas se espalham pela paisagem montanhosa do San Gorgonio Pass, em Palm Springs, Califórnia, em fevereiro de 2026.
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  • Pela primeira vez, fontes limpas superaram o gás natural na geração de eletricidade nos EUA durante um mês inteiro, em março, segundo estudo do Think Tank Ember divulgado pelo The Guardian.
  • Em 2025 o setor renovável já apresentava crescimento recorde e, em 2026, cerca de noventa e três por cento da nova capacidade elétrica prevista vem de fontes limpas, enquanto apenas sete por cento é de combustíveis fósseis.
  • O avanço ocorre apesar da ofensiva política do governo Trump contra o setor, com tentativas de barrar projetos e reverter políticas ambientais, muitas delas bloqueadas pela Justiça.
  • Decisões judiciais recentes suspenderam restrições a projetos solares e eólicos em terras federais, e empreendimentos offshore voltaram a avançar.
  • Sinais de mudança também aparecem no eleitorado: pesquisa aponta que mais de dois terços dos eleitores republicanos apoiam a energia solar, mesmo com disputas sobre custos energéticos de Trump.

A energia limpa superou o gás pela primeira vez nos EUA, gerando mais eletricidade em março de 2026. Solar e eólica ficaram à frente do gás natural por um mês inteiro, segundo levantamento do Think Tank Ember, divulgado pelo The Guardian. O marco reforça a tendência de 2025 e 2026, com renováveis ganhando espaço.

Os dados mostram que, ao longo de 2025, as renováveis alcançaram recordes de crescimento, e a expansão segue acelerada neste ano. Estima-se que cerca de 93% da nova capacidade elétrica prevista venha de fontes limpas, enquanto apenas 7% corresponda a combustíveis fósseis.

O contexto envolve uma ofensiva política da administração Trump contra renováveis. O governo classifica a energia limpa de golpe e tenta frear projetos e políticas ambientais, com parte das medidas sendo contestada na Justiça. Decisões judiciais têm desbloqueado empreendimentos.

Empreendimentos offshore, antes paralisados, voltaram a avançar diante das medidas suspensas, em meio a decisões federais que restringem mudanças no uso de terras para solar e eólica. O setor passa por um momento de adaptação entre políticas e mercado.

Otimismo de investidores é acompanhado por cautela no Congresso. A retirada de incentivos fiscais por setores republicanos alimenta incertezas, especialmente em áreas rurais, historicamente base de apoio a Trump. Ainda assim, analistas ressaltam ganhos de eficiência.

Empresas do setor destacam que o custo das renováveis caiu e a rápida implantação de baterias amplia confiabilidade. O debate público, antes ideológico, começa a se orientar por aspectos econômicos e de segurança energética.

A volatilidade de preços de petróleo e gás no cenário internacional impulsiona o interesse por alternativas estáveis. Organizações internacionais destacam impulso para renováveis e energia nuclear, com perspectiva de reduzir a dependência de combustíveis fósseis.

No mercado interno, o aumento dos preços da gasolina já altera o comportamento do consumidor. A adesão a veículos elétricos ganha espaço, após anos de negociação entre custo, disponibilidade de infraestrutura e benefícios.

Cenário regulatório e impactos regionais

Em diversas regiões, decisões judiciais e mudanças regulatórias afetam o ritmo de implementação de projetos. A tendência de crescimento das renováveis se mantém, mesmo diante de tensões políticas que buscam frear o setor.

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