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Governo decide ampliar crise decorrente da derrota histórica de Lula

Governo gastou 12,5 bilhões para atender parlamentares, obtém 34 de 81 votos e amplia crise após veto ao indicado ao STF

Plenário do Senado na sessão em que Lula foi derrotado na indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal — (Carlos Moura/Agência Senado)
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  • O governo gastou R$ 12,5 bilhões em emendas para atender parlamentares em 27 dias, com média de R$ 463 milhões por dia (ou 19,2 milhões por hora).
  • Lula recebeu 34 votos favoráveis à indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, em plenário de 81 senadores, contra os 41 needed.
  • A derrota ocorreu após o veto do Senado à nomeação de Messias, decisão que levou o governo a ampliar a crise e a responsabilizar um suposto pacto entre “bolsonarismo e chantagem política”.
  • A mobilização para a indicação foi anunciada há cinco meses e, mesmo com apoio de alguns juízes do Supremo, não houve efeito suficiente no plenário.
  • O episódio pode influenciar a pauta legislativa, incluindo o veto à redução de penas de crimes do 8 de janeiro de 2023, gerando incerteza em relação ao apoio a outros projetos e candidatos.

O governo ampliou a crise ao não obter os 41 votos necessários no plenário de 81 do Senado para confirmar a indicação de Jorge Messias ao STF. Até 27 de abril, a mobilização durou 27 dias, com o Executivo tentando pressionar a aprovação.

Foram liberados 12,5 bilhões de reais em emendas parlamentares para atender aos senadores, em comparação com cerca de 1 bilhão em março. O governo disse ter empregado recursos para persuadir parlamentares, sem sucesso total.

Apesar de apoio discreto de alguns membros do STF, a investida não mudou o placar no plenário. Lula viu a derrota, que ocorreu após meses de articulação para sustentar a indicação de Messias.

Desdobramentos no Senado

A derrota tornou o cenário político mais tenso. O veto presidencial à redução das penas para crimes ligados ao 8 de janeiro de 2023 será analisado pelo Congresso. Um dos favorecidos seria Jair Bolsonaro, atualmente inelegível.

O desgaste pode influenciar o ambiente legislativo diante da corrida eleitoral, com expectativa de turbulência na tramitação de pautas relevantes. A oposição ressalta o risco de interferência na independência das instituições.

Próximos passos

A derrota amplia a incerteza sobre o pleito de 2026, com sondagens mostrando elevada rejeição a Lula e a Flávio Bolsonaro, em meio a um eleitorado com parcela expressiva de indecisos. A decisão sobre o STF pode ser apenas um episódio na disputa.

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