- O governo do Distrito Federal voltou a pedir aval da União para um empréstimo de R$ 6,6 bilhões do BRB (Banco de Brasília) para atravessar o prejuízo decorrente da aquisição do Master.
- A governadora Celina Leão informou que comunicou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira (30) sobre o pedido e que secretários já perguntaram quais documentos são necessários.
- O Tesouro havia dito, na quarta-feira (29), que faltavam informações para analisar a operação e que o DF tem nota de Capacidade de pagament o (Capag) C, abaixo do exigido para aval.
- Celina afirmou que, até a manhã desta quinta, não havia pedido formal de informações adicionais ao DF, e que o GDF buscava esclarecer os documentos necessários para viabilizar a análise.
- Além do pedido de aval, a governadora pediu que o presidente do BRB, Nelson de Souza, e o secretário da Fazenda, Valdivino do Oliveira, fossem recebidos pelo presidente Lula; não houve resposta até o momento.
O governo do Distrito Federal informou ao Tesouro Nacional, nesta quinta-feira (30), que retomou o pedido de aval da União para um empréstimo de 6,6 bilhões de reais. A operação visa cobrir prejuízos da aquisição do Master pelo BRB, o banco estatal da região, segundo a governadora Celina Leão.
Celina participou de reunião no Banco Central e afirmou que os secretários do governo já acionaram o Tesouro para saber quais documentos são necessários, mesmo sem resposta formal recebida até o momento. A governadora disse que a iniciativa foi tomada antes de qualquer retorno oficial.
Na última terça, o governo do DF formalizou o pedido de aval junto ao Fundo Garantidor de Crédito e a um conjunto de bancos. O Tesouro havia indicado, na quarta (29), que faltavam informações para análise, lembrando que o DF tem classificação Capag C, abaixo das exigidas A e B.
Status do pedido e condições de análise
Ainda segundo Celina, não houve envio de solicitações adicionais ao DF até a manhã desta quinta. A governadora também pediu reunião presencial com o presidente Lula, Nelson de Souza e Valdivino do Oliveira, para tratar do tema; a resposta não foi confirmada.
Após a reunião, Celina ressaltou que não haverá risco para correntistas e que existem soluções técnicas em curso, sem detalhar. O rombo nas contas do BRB permanece incerto, pois as demonstrações financeiras não foram apresentadas, mas já há provisionamento de 8,8 bilhões para perdas potenciais.
Segundo o BRB, o aval do Tesouro seria útil para evitar securitização com base em imóveis públicos, conforme lei aprovada este ano pela Câmara Legislativa. Nelson de Souza destacou a importância da garantia para o planejamento do banco.
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