- O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, tornando-o o primeiro indicado a ser rejeitado pela Casa em 132 anos.
- A derrota ocorreu mesmo com a CCJ aprovando o nome por 16 votos a favor e 11 contra; o plenário não atingiu os 41 votos mínimos.
- O ex-ministro Fernando Haddad afirmou que a rejeição representa um enfraquecimento da instituição Presidência da República e do combate ao crime no país.
- Haddad disse que Lula sai fortalecido dos embates, mesmo com a derrota considerada amarga.
- Messias havia sido indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em novembro do ano passado e afirmou que sua trajetória pública não termina, cumpriu seu propósito e seguirá servindo.
O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, comentou nesta quinta-feira a rejeição de Jorge Messias ao STF. Ele afirma que o resultado enfraquece a instituição Presidência da República e o combate ao crime no país.
Haddad disse que há comemoração entre alguns sem compreenderem a consequência real, pois o episódio representa enfraquecimento institucional, não vitória da oposição. O ex-ministro ressaltou que Lula sai fortalecido desses embates.
O ex-chefe da Fazenda também elogiou Messias, dizendo que ele poderia ter sido um grande ministro no combate à corrupção e uma contribuição ao STF, com um olhar de Estado. Atribui ao indicante uma trajetória pública íntegra.
Rejeição a Messias
Na noite de quarta-feira, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF. Ele era indicado pelo presidente Lula em novembro do ano passado.
Na sabatina da CCJ, Messias recebeu 16 votos a favor e 11 contra, não atingindo a maioria de 41 votos no plenário. A recusa marca a primeira rejeição de um indicado a ao STF desde a redemocratização.
Messias afirmou, após a derrota, que sua trajetória pública não acaba ali. Disse ter conduzido a participação de forma íntegra e franca, agradecendo a indicação de Lula e que cumpriu seu propósito.
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