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Lula faz primeiro pronunciamento após rejeição do AGU e ignora derrota de Messias

Lula não cita a rejeição de Messias em pronunciamento durante anúncio de crédito; governo analisa próximos passos e possíveis exonerações após derrota no Senado

O presidente Lula (PT) ao lado do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, antes de posar para foto em reunião ministerial do ano passado.
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  • Lula participou de anúncio de crédito para aquisição de caminhões e ônibus e não mencionou a rejeição de Messias.
  • Messias foi rejeitado pelo Senado com 34 votos a favor e 42 contrários; era necessária ao menos 41 assinaturas para aprovação.
  • O presidente pode indicar novo nome ao STF ou deixar a vaga para o próximo presidente; Davi Alcolumbre afirmou que não colocaria outro indicado antes da eleição.
  • Após a derrota, Lula recebeu Messias, Guimarães, Wagner e Múcio em reunião de última hora para mapear possíveis traições de aliados, com foco no MDB.
  • Ainda na quinta, houve nova derrota do governo: veto presidencial às penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro foi derrubado, tornando a lei aplicável.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou pela primeira vez desde a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF. O ato aconteceu durante anúncio de crédito para aquisição de caminhões e ônibus, em Brasília, quando o chefe do Executivo não mencionou o episódio.

Messias foi rejeitado pelo Senado na noite de quarta-feira, 29 de abril, com 34 votos favoráveis e 42 contrários. A votação superou a aprovação anterior na CCJ, mas ficou abaixo do mínimo de 41 votos necessários.

A derrota expôs fragilidades na articulação política do governo, hoje comandado por José Guimarães, substituto de Gleisi Hoffmann. Lideranças da base disseram que Messias tinha chances, conforme a percepção anterior de Jaques Wagner.

Logo após o resultado, Lula reuniu Messias, Guimarães, Wagner e o ministro da Defesa, José Múcio, em uma reunião de última hora na casa presidencial. O objetivo foi mapear possíveis traições de aliados durante a votação, com foco no MDB.

Nesta quinta-feira, o governo viu outra derrota no Congresso: o veto presidencial às penas de crimes cometidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023 foi derrubado. A votação resultou em 318 deputados e 49 senadores contrários ao veto, tornando a proposta lei.

A decisão, no caso envolvendo Jair Bolsonaro, reduz o tempo de cumprimento de regime fechado para o ex-presidente de 6 a 8 anos para 2 anos e 4 meses a 4 anos e 2 meses, conforme interpretação.

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